Archive for the 'Planetas' Category

Socializando o novo usuário

Sunday, October 15th, 2006

A fila é uma instituição brasileira. A qualquer lugar que se vá, corremos o risco de sermos enfileirados. Seja pela má qualidade dos serviços (públicos e privados) prestados, seja pela aglomeração das metrópoles ou pelas simples incompetência de quem está do outro lado do balcão, a única certeza é que teremos fila.

Não precisa de pedido, placa ou lei: a fila se formará sozinha. Mas como isso entrou em nosso inconsciente ? Como diria Buarque: pela educação.

Existem duas formas básicas de educar: a formal e a informal. A formal é a mais conhecida, se realiza de forma intencional e orientada. Ocorre quando um professor ensina uma matéria ou uma mãe ensina ao filho pela primeira vez a usar o microondas. São instruções passadas de forma clara e objetiva. Já a informal se dá quase que por acidente, sem intenção. Ela ocorre pelo exemplo.

Qualquer criança que acompanha os pais cotidianamente verá várias vezes filas se formarem e permanecerá nelas, em seu lugar até chegar sua vez. Quando os pais respeitam filas e levam seus filhos a elas, sem dizer qualquer palavra, passam uma forte mensagem sobre como nossa sociedade funciona e sobre como devemos nos portar em situações como aquela. E na primeira situação que a criança sozinha se ver aglomerada, irá instintivamente enfileirar-se como aprendeu informalmente.

Nossa comunidade é ineficaz em educar nessas duas formas. Formalmente, faltam documentos wikis, vídeos e podcasts sobre os valores de nossa comunidade. Sobre que liberdade é essa do ‘Software Livre’ e que comportamento se deve ter dentro da comunidade.

Quem vem do Software Proprietário tem uma série de hábitos e valores que precisam ser perdidos. Eles costumeiramente se enxergam como usuários isolados, se relacionam no máximo com a empresa que desenvolve o software e não compartilham o conhecimento. Situação diametralmente oposta a de quem usa Software Livre, que mais que um usuário, é membro de uma comunidade, se relaciona com os demais e compartilha conhecimento.

Para se relacionar com outros membros da comunidade, para socializar, é necessário uma etiqueta básica. Pune-se com rigor quem se desvia dela, assim como furar fila pode virar caso de polícia. Mas pouco se esclarece sobre o ethos e a etiqueta de nossa comunidade. Precisamos escancarar que aqui não são bem-vindos palavrões, ofensas, flame wars etc, que sempre se deve dizer a fonte e dar os devidos créditos dos materiais, usar por favor/obrigado/de nada e por aí vai. Assim nosso novo linuxer terá trânsito livre em IRC, fórums, wikis etc sem quaisquer transtornos.

Agora quanto a educação informal, temos que nos policiar. O Yuri Malheiros deu no planeta.gnulinuxbrasil.org a excelente dica do Scribes, um editor de texto para programação. Mas os mantenedores desse software fizeram uma apresentação em flash do software. Ou, por exemplo, muitos podcasts por aí sobre Software Livre que são distribuídos apenas em mp3. Não teria aí uma incoerência ? Usar o SL para falar de SL é um reforço a sua ideologia e a clara demonstração que ele atende as exigências modernas da computação. Nos falta também uma maior paciência e benevolência com os usuários que requerem suporte. Já passou da hora de abolirmos o RTFM.

Quando a educação formal e informal falham os resultados são desastrosos. Me dá asco só de lembrar de um episódio ocorrido no #ubuntu-br há algumas madrugadas atrás. Um rapaz engajado com o Ubuntu dizia que, pelo fato de seu trabalho junto a distribuição ser voluntário, ele era isento de qualquer responsabilidade ou compromisso com qualidade, de que ele faria o que quisesse quando desse na telha e ai de quem discordasse. Essa confusão dele entre ‘Software Livre’ e ‘Software de Libertinagem‘ é uma clara demonstração que houve uma falha na transmissão de valores.

Fico imaginando o que seria de nós se voluntários em hospitais, orfanatos e asilos pensassem assim. Mais que uma falha na passagem de valores de nossa comunidade para esse rapaz, é uma falha de caráter. Pelo menos entendo que é inseparável em mim a vontade de fazer as coisas bem feitas, de dar o melhor de mim pois as pessoas o merecem e mereço receber de volta o melhor delas. Esse rapaz não é caso isolado… na comunidade do Ubuntu Brasil tem sido recorrente a interpretação que o engajamento com Software Livre é fazer ‘o que quiser, se quiser, quando quiser e da forma que achar melhor‘.

Não basta abrirmos uma porta para que entrem no Software Livre. Temos que dar a cada um um lugar a mesa e munir eles da postura e etiqueta correta para que se sirvam e nos sirvam, mantendo a sustentabilidade ecológica de nossa comunidade.

Sobre Amadeu & Neves no Jô Soares

Friday, October 6th, 2006

É arriscado escrever sobre isso no calor do momento, enquanto a comunidade brasileira está incendiada por esse assunto. Mas tenho que cumprir meu dever como colunista nesse site e tentar trazer algumas questões sobre o que podemos chamar de ‘incidente trágico’, televisionado na Globo hoje.

Sérgio Amadeu e Júlio Neves são nomes auto-explicativos na comunidade brasileira e dispensam apresentação. Assim como o Jô Soares que dispensa currículo: notório castrador de entrevistas. A sensação ruim que ficou depois da entrevista (curiosamente curta) não é raridade: muitos entrevistados já sairam daquele sofá mal compreendidos e muitas vezes negativamente expostos.

Primeiramente, temos que dar os devidos descontos a situação. Estar sentado naquela primeira fileira e de repente ouvir seu nome, com a banda começando a tocar e a platéia aplaudir deve dar um revertério nas tripas de embaralhar as idéias. É difícil falar sob tamanha tensão e responsabilidade. E o tiro saiu pela culatra.

Falar sobre ‘Software Livre’ para um público que mal sabe o que é ‘Software’ é uma tarefa árdua que exige palavras bem escolhidas e na medida certa, o que é difícil quando se é sempre interrompido pelo Jô Soares. Eu já comecei a bater com a palma da mão na testa quando o Jô começou a subverter a questão do livre versus gratuito e de ter plantado a semente da desconfiança de que o SL é uma armadilha comercial, assim como os empestiantes CDs da UOL e AOL que contemplavam como brinde um contrato e uma mensalidade à pagar.

Também o Amadeu foi muito infeliz (beirando o desgraçado, com todo o respeito se for possível) com os exemplos que deu. Ao falar que a Google usa Apache, e que Apache é Software Livre, Jô Soares fez a célebre pergunta ‘Então eu posso mudar o Google ?’ que foi respondida sonoramente como um ‘não’. Para um olhar leigo, os entrevistados foram jogados em contradição.

Resumo da ópera: quem nunca tinha ouvido falar em Software Livre agora não só sabe que ele existe e pior: tem idéias obscuras sobre ele. A Schincariol sabe muito bem o que é sofrer rejeição de quem sequer atende ao ‘Experimenta ! Experimenta ! Experimenta !‘… é catastrófico.

O que deveria ter sido dito naquela entrevista é o quão tecnologicamente o Software Livre é superior e como ele é uma boa alternativa para as pessoas em casa que são reféns de vírus, instabilidade e quebra de privacidade. Enfatizar que é um movimento social, que é ganhar controle do computador, que é economia com licenças e patentes, enfim, por aí vai.

No IRC, muitos clamaram por uma nova entrevisa, por uma ‘reparação de danos‘. Garanto que isso não ocorrerá. O Programa do Jô é muito avesso a ‘revival’ de assuntos. Vão levar anos para falar em SL denovo e isso é, se forem falar denovo. Não acho que bombardear de e-mails raivos o jo@globo.com irá surtir algum efeito.

O que acho que seria produtivo é uma contra-proposta, ou uma contra-entrevista. Me disseram que a entrevista durou cerca de 14 minutos. Que tal fazermos em áudio (ou até em vídeo) uma entrevista de mesma duração, com cenário parecido, roupas parecidas, um entrevistador gordo na plena qualidade de produção Hermes & Renato, talvez até com perguntas parecidas, em que as respostas são esclarecedoras e positivas quanto ao MOVIMENTO SOCIAL (e não armadilha econômica) chamada Software Livre ?
Quanto mais cômico for o vídeo, mais temos chances de embarcar no tal do marketing viral, ao ponto de ter pessoas mandando o vídeo em anexos por forward em e-mails, nicks de MSN e outras horrendices virtuais e fazer com que nossa mensagem atinja um número de pessoas tão abrangente quanto o incidente trágico televisionado hoje.

Alguém se candidata ?

ntfs-3g no Universe do Edgy

Thursday, October 5th, 2006

 

O pacote do ntfs-3g já está disponível nos repositório Universe do Edgy. Agora será bem mais simples para os usuários que ainda permanecem com dual boot ter permissão de escrita em suas partições NTFS.

O uso do ntfs-3g é bem estável e seguro a que tudo indica. Mas, não é perfeito. Vi num blog de um rapaz que fez alguns stress tests e alguns arquivos maiores que 4gb corromperam. Então fica a dica de evitar gravar arquivos nessa grandeza. Essa novidade é um passo importante pois aproxima mais o Ubuntu das soluções ‘out of the box’. Creio eu que o que falta para que o ntfs-3g entre no main e até venha junto no LiveCD é uma maturidade maior do projeto e do código fonte. Atingindo-se isso, é um sério candidato a ser incorporado no Ubuntu por padrão.

Festa Edgy Rio de Janeiro. E a hora da salamandra !

Saturday, September 30th, 2006

Para quem mal se acostumou com o Dapper, prepare-se: o Edgy já está por vir. Está previsto para ser lançado dia 26 de outubro. E para não perder o costume, vamos comemorar !

Se você estiver no Rio de Janeiro na semana do dia 26 de outubro, cheque este wiki. Nele, você poderá votar numa data, hora e local de sua preferência para que os usuários Ubuntu presentes na cidade maravilhosa possam se encontrar e festejar a nossa nova versão.

Conhece ninguém ? Nem nós ! É tímido ? Todos nós somos. Todos são convidados a confraternizar independente de que distribuição use ou até sistema operacional. Que tal trazer aquele seu conhecido que está doido para experimentar o Linux mas ainda tem medo ? Ele poderá ter uma sessão particular de tira-dúvidas regada a muita cerveja :P

Para festas em outros municípios, confira esta página.

Aguardo todos vocês.

Palestra chata ? Música alta !

Sunday, September 24th, 2006

Se você não acreditar em mim, tudo bem. Se eu estivesse na sua posição de leitor, também duvidaria. Mas com todo o rigor do experimentalismo científico, você pode comprovar por conta própria o que vou te contar. Está sentado ? Se não, sente. O que vou contar é de assustar (ou morrer de rir).

Na palestra ‘Gerenciando Telecentos‘ do último FISL foi disponibilizada em streaming durante o evento e recentemente os vídeos foram disponibilizados em OGG via torrent. Pois então, fui baixar o tal vídeo da palestra que não pude acompanhar online. Eis que, para minha surpresa, dou play no vídeo e minimizo a janela para ouví-la enquanto continuava com minhas tarefas.

Rapidamente notei uma música do Pearl Jam tocando. Fui procurar outro player que eu tinha esquecido aberto e quando chego na minha segunda área de trabalho… pensei: ‘Pera, mas eu não tenho músicas do Pearl Jam.’Confesso que demorei até identificar a origem da música dada a incredulidade da origem dela: o vídeo do FISL.

Tenho dificuldade em explicar o que houve mas me parece que o indivíduo sentado na máquina que fazia a captura do vídeo da palestra estava ouvindo algumas músicas para passar o tempo na entediante palestra. A seleção de músicas é até boa: além de Pearl jam, reconheci R.E.M. e Silverchair. As músicas continuam em volume maior do que o áudio da palestra até os 16:50 de um total de 54:34 de palestra. E curiosamente a última música, Ana’s Song, foi interrompida abruptamente. Será que o rapaz se deu conta da lambança só naquela hora ?

Fica registrado aí o episódio para rir e evitar que aconteça denovo. É uma pena que um conteúdo tão importante como da palestra, importante para a inclusão digital no Brasil tenha sido abafado por uma playlist seleta. Mas, em todo caso, baixe o torrent aqui para ver e ouvir esse episódio inusitado.

Edgy Eft não terá mais kernels p/ k7 e 686

Sunday, September 10th, 2006

Além dos cassetes, os k7 também serão coisa do passado. Quem tem acompanhado o desenvolvimento do Ubuntu Edgy Eft e utilizava um kernel específico para as arquiteturas k7, 686 ou amd64 já deve ter notado a presença de um linux-image-generic no lugar de seu kernel habitual.

Pois bem, em recentes benchmarks (bem simples diga-se de passagem) notaram que não havia um considerável ganho de desempenho entre um kernel 386 e outro 686 que justificasse o custo operacional de manter o kernel especial. O mesmo se verificou entre as variantes amd64-generic e amd64-xeon.

Um único teste foi realizado comparando o kernel compilado para 386 e para k7. As diferenças foram maiores do que as encontradas entre 386/686. Mas ainda assim não acharam justificável a permanência do linux-image-k7.

Sendo assim, os pacotes linux-image-generic nos desktops e o linux-image-server nos servidores irão atender os processadores das famílias 686 e k7 sem otimizações específicas para os mesmos. As variantes 64 bits como amd64-k8 ou amd64-xeon deixarão de existir e estes processadores serão atendidos por um kernel de fato compilado para 64 bits mas com o nome linux-image-generic por uma questão de simplificação. Resta aos adictos pelos kernels especiais a tarefa de compilá-los por conta própria. Outros pacotes compilados de forma especial como o mplayer, mencoder, ardour e Xen permanecem na forma que estão.
Apesar de eu concordar que mais testes são necessários, essas alterações não devem causar decréssimo notável de desempenho por parte do usuário por mais que soe de início. Portanto, nada de alardes. Mas fica o convite a todos a fazerem mais benchmarks que tragam números que talvez demonstrem que essa decisão não deveria ter sido tomada, porém, até agora nenhum surgiu nesse sentido.

O Edgy tem sim ganhos de performance, vindo de reorganizações do processo de boot, de desligamento e até do LiveCD. Além, é claro, das melhorias costumeiras das novas versões de todos os pacotes. O que deve vir a tona para próximas versões são as discussões sobre medidas mais intrusivas na melhoria de performance como preload ou o prelink.

O preload analisa os hábitos do usuário e a partir desta análise prevê quais aplicações serão abertas em seguida no sistema e já as carrega juntamente com suas dependências para acelerar a abertura mediante a solicitação do usuário.

Já o prelink faz a ligações das aplicações com suas bibliotecas e armazena estas informações que usualmente são criadas cada vez que o programa é aberto. Como haverá uma espécie de ‘cache’ para estas ligações, o processo de abertura de programas que requerem muitas bibliotecas deverá ser acelerado. Há obviamente um custo: a instalação de programas via APT passa a ser mais demorada e a interrupção do processo de prelinking pode causar a quebra do sistema ou aplicação. O Fedora e o SuSE já usam prelink por padrão em algumas aplicações específicas.

Post número 1000

Thursday, September 7th, 2006

Viva ! O Planeta Ubuntu Brasil chega ao milésimo post. Se vocês pudessem me ouvir, estaria com a voz embargada, pois realmente é difícil tentar sintetizar o que significa para todos nós que fazemos este site atingir esse valor. Valor emblemático pois o que realmente nos delicia é ver o prestígio que o Planeta atingiu, o centro de referência que se tornou para quem quer estar por dentro do que rola no Ubuntu.

Quero agradecer a todos nossos colunistas pelo trabalho bem feito e também aqueles que já atuaram conosco. Felizmente muitas pessoas tentam aderir ao Planeta, se tornarem colunistas.

E você, que tal juntar-se a nós ? Eu acho que nosso distinto público de 2 mil visitas diárias (aproximadamente) merece um conteúdo polido, bem escrito, argumentado e com uma análise própria do colunistas. Espírito esse que muitos não percebem e se candidatam com blogs de conteúdos repetidos, rasos ou copiados de outras fontes.

Agradecemos a vontade de colaborar de todos, mas friso que aqui se faz material próprio e de qualidade. E estou certo que muitos ao lerem esse chamado estão aptos a atenderem a essas características. Portanto, arregace as mangas, faça um blog sobre Ubuntu+Software Livre+Informática+Internet+Tecnologia, prepare uns 5 ou 10 posts e nos submeta para uma avaliação. Para mim como colunista do Planeta é um prazer estar ao lado de colaboradores brilhantes com posts muito significativos para nossa comunidade.

Bom, por enquanto é isso… deixe-me finalizar antes que eu derrube lágrimas de alegria.

Ah, e por fim, obrigado a você visitante que rotineiramente passa pelo Planeta para nos prestigiar. Esse site é para vocês.

Abraços,

Kurt Kraut

DVD no Edgy Knot 2

Thursday, September 7th, 2006

Continuando a conquista do ambiente terrestre e cada vez menos dependente da água, vamos agora configurar um DVD no Edgy Knot 2.

O procedimento em parte continua o mesmo do Dapper: instalar o pacote libdvdread3. Mas a diferença para por aí. Depois de ter esse pacote instalado, é necessário rodar um script para baixar o libdvdcss2. O que de fato mudou foi o caminho desse script, o que não está documentado até então e erroneamente exibido no packages.ubuntu.com. Para concluir a instalação do ‘codec’ de DVD:

sudo /usr/share/doc/libdvdread3/install-css.sh

É importante que nenhum outro instalador como apt-get, aptitude ou Synaptic estejam em uso durante a execuçao do comando acima. E chazan, DVD pronto para rodar filmes :D

PPPoE no Edgy Eft Knot 2

Wednesday, September 6th, 2006

Salamandra

Cansado da estabilidade do Dapper, forrei minha cama com plástico e resolvi instalar o Edgy Eft na versão Knot 2. Trata-se de uma segunda prévia da próxima versão do Ubuntu, a ser lançada em meados de outubro. Como ainda falta um bocado para o lançamento, está longe do sistema estar pronto para uso, portanto, é brincar com fogo.

O primeiro fósforo que risquei foi tentando atualizar o Dapper para o Edgy. Me queimei. Este experimentos rendeu a comunidade 3 relatos de bug. As respostas foram muito rápidas. Um deles foi resolvido em menos de 6h. Mas eu já estava ansioso demais: acendi a fogueira e instalei o Edgy Eft Knot 2 do zero.

E cá estou, escrevendo este post para você. Mas nem tudo foi tão simples. Em menos de 1h de uso já dois erros inesperados aconteceram aqui e também os relatei. Portanto, friso aos aventureiros o devido cuidado para não fazer xixi na cama.

Mas eu diria que o pior problema foi a dificuldade de se configurar uma conexão ADSL com PPPoE. Ainda não está corrigido esse problema mas no Launchpad Andreas Simon nos tras uma solução. Eis ela:

Abra o Terminal ou equivalente e digite o seguinte comando:

sudo gedit /usr/sbin/pppoeconf

Desça até a linha 22 e adicione o símbolo # como primeiro caractere da linha. O mesmo para as linhas 23 e 24, ficando assim:

# elif [ -x /usr/bin/zenity ] ; then
# DIALOG=”zenity”
# X11=”-X”

O vilão do problema é o zenity, que geraria a interface de configuração do PPPoE se não estivesse defeituoso. Comentando estas linhas, estamos desabilitando o zenity e fazendo com que o Xdialog assuma essa função. E chazan, basta tentar rodar o sudo pppoeconf denovo e ele funcionará como no Dapper. O mesmo procedimento vale para o Edgy sendo rodado como LiveCD.

De resto, recomendo todo cuidado. Em caso de incêndio, os bombeiros podem não chegar a tempo.

Windows a Vista, Ubuntu a prazo

Sunday, August 27th, 2006

De acordo com recentes análises feitas pelo guru Open Source Eric Raymond, com os recorrentes atrasos do Windows Vista, criou-se uma janela de tempo onde o sistema operacional dominante no mercado pode mudar e todos os demais existentes podem ganhar ou perder fatias de usuários. Ainda segundo Raymond, essa janela se fechará em 2008 com a conclusão da migração do mercado da arquitetura 32-bits para 64-bits.

Os questionamentos levantados por ele são muito pertinentes. Já passou da hora do Linux deixar de estar recluso a alguns geeks e aventureiros e começar a conquistar o usuário leigo, que está pouco incomodado com questões filosóficas e de liberdade. Para ele é importante que o sistema funcione para as tarefas que ele quer, com os gadgets dele, com a webcam dele, o scanner que ele já tem e o mp3 player de preferência dele.

Se não conquistarmos essa fatia de usuário, que convenhamos é a maioria, o Linux não será muito diferente do que é: continuará no gueto. É essa preocupação com o usuário que usa o computador como ferramenta e não como finalidade que está faltando e nessa altura do campeonato, essa questão é mais importante do que questões de liberdade de software.

Com a chegada oficial do Windows Vista nas lojas e camelôs, a migração para o Linux e para o Ubuntu derá mais penosa pois perderemos muito terreno:

  • Deixaremos de ser a novidade, pois a novidade será o Windows Vista.
  • Deixaremos os detentores da segurança, pois o Windows Vista irá melhorar sua segurança.
  • Deixaremos de ser o mais bonitinho, pois o Windows Vista terá eye candy.
  • E a lista prossegue. O raciocínio do usuário de computador comum será bem lógico: ‘Por que romper com todos os softwares que tenho, toda a minha compatibilidade, minha webcam, meu scanner em troca de um sistema operacional Linux ? Se é para mudar, mudo para o Vista.‘ E vai ser difícil convencê-lo do contrário. Questões de liberdade ? Aqui se preza mais a liberdade de copiar um CD do Windows do que ter acesso ao código fonte.

    Eu sei, eu sei. Windows Vista é um monstro no quesito consumo de hardware e poucos computadores domésticos atuais poderão recebê-lo. Mas isso é uma doce ilusão. O mercado de computadores está extremamente aquecido. Em 2006, pela primeira vez a venda de computadores ‘de marca’ superou a venda de computadores ‘montados’ e as pessoas irão sim fazer upgrade. O que antes eram apenas os jogos 3D puxando para cima as especificações de hardware, agora o sistema operacional majoritário irá também induzir a aquisição de máquinas mais potentes.

    Enfim, mesmo que você não concorde com essas análises minhas e do Raymond, o que é inegável é que o Windows é o sistema majoritário no mundo e no Brasil e mesmo antes do lançamento do Vista o Império de Redmond está na nossa frente. Como o primeiro bug registrado do Ubuntu é o fato da Microsoft deter o monopólio do mercado, temos que aqui no Brasil planejar bem nossas ações de correção deste bug.

    Então, por uma questão de planejamento, desenterro um termo cunhado pelo nosso ex-presidente Juscelino Kubitschek, o ‘Plano de Metas‘. Como o Ubuntu lança versões semestralmente, nossa comunidade se renova semestralmente também. O que proponho é um Plano de Metas para cada lançamento. Tarefas a serem cumpridas, metas a serem atingidas até o dia do lançamento de uma dada versão.

    Seriam em maioria grandes metas, metas genéricas, conquistas em geral. Mas não estão excluídas as pequenas metas, a conclusão de pequenos projetos. Alguns exemplos ? Vejamos:

    Metas para o Edgy:

    - Realização da Festa de lançamento do Edgy em todo o país (assim como no Dapper).

    - Resguadar toda a documentação do Dapper enquanto durar o LTS (~ 3 anos).

    - Atualizar toda a documentação para o Edgy, exceto as cópias da documentação do Dapper. resguardadas.

    - Campanhas de conscientização quanto ao uso dos CDs do ShipIt.

    - Anúncio a imprensa especializada brasileira sobre o lançamento do Edgy.

    Metas para a versão posterior ao Edgy (Edgy+1):

    - Realização da Festa Edgy+1.

    - Massificação das camisetas do Ubuntu Brasil, seja por vendas, seja por ‘Faça você mesmo’.

    - Projeto AgenciaDeNoticas em pleno funcionamento.

    - Atualizar toda a documentação para o Edgy+1, exceto as cópias da documentação do Dapper resguardadas.

    - Material comparativo entre Ubuntu Edgy+1 e Windows Vista, com inspiração no www.whylinuxisbetter.net

    Metas para a versão posterior ao Edgy+1 (Edgy+2):

    - Encontro Nacional do Ubuntu Brasil

    E a lista segue. Esses itens foram levantados em reuniões informais com o pessoal do Time de Documentação. Alguns itens poderiam sair assim como muitos outros poderiam ser incluídos. O que gostaria de frisar é que quem faz essa lista somos todos nós da comunidade Ubuntu Brasil. O que apenas faço aqui é tentar estimular esse nosso hábito de planejamento pois, com o Windows a Vista, temos que pensar no Ubuntu a prazo.

    Você tem alguma idéia ? Alguma sugestão ? Os comentários desses post estão a sua disposição. Vamos pensar junto no nosso plano de ação do Ubuntu no Brasil !

    Conto com vocês,

    Kurt Kraut

    Compilando o pão que o diabo codou

    Friday, August 25th, 2006

    Pão que o diabo amassou

    Depois de ter feito chacota dos outros, agora sou eu que está refém do Windows e do Software Proprietário. Muitos devem ter sentido falta do nosso podcast. A falta de novos podcasts se deve a uma série de problemas técnicos irritantes, absurdos e estúpidos que a plataforma do Software Proprietário já aprendeu a resolver num estalar de dedos.

    Para os mais perdidos, o podcast que me refiro é o podcast Planeta Ubuntu Brasil, que nada mais é que um talk show, um programa de rádio sobre o Ubuntu em que as pessoas podem baixar e ouvir.

    Para esclarecer, o que estou tentando fazer é o seguinte:

    1) Preciso poder falar em tempo real com outros apresentadores e convidados do programa online através de uma conferência, semelhante ao que o Skype faz.

    2) Todos os apresentadores/convidados tem que ser ouvidos e poderem falar a qualquer hora

    3) Os ouvintes podem ouvir ao vivo o programa através de streaming de áudio.

    4) A capacidade de tocar arquivos de som/música e que todos os participantes e ouvintes ouçam.

    5) Um arquivo de áudio gravado para os ouvintes que perderam o programa possam ouvir depois.

    O que vou fazer com isso ? Um talk show com vários apresentadores espalhados pelo país e pelo mundo que irão conversar sobre o Linux e Ubuntu, tirando dúvidas enviadas por e-mail pelos ouvintes que estão acompanhando ao vivo o programa. Algo muito semelhante a um programa de rádio FM comum. Mas pasmem: praticamente não é possível fazer isso com Software Livre.

    Tanto que nas 2 primeiras edições do podcast tivemos que utilizar o Skype para reunir os participantes. Por quê ? Era o único que conseguia fazer isso com alta qualidade de som e baixo consumo de banda. Soluções livres como o Gizmo em conferência chegam a ter um desempenho infame, pior que walkie-talkie de camelô.

    Skype que por sua vez simplesmente se apodera do dispositivo de som impedindo o uso de qualquer outra aplicação multimídia ao mesmo tempo, como a retransmissão para ferramentas como o icecast. Falando no icecast, ele leva o Troféu Kraut de pior documentação. Se você pernambular a documentação própria dele ou de blogs e wikis pelo google, irá achar alguns arquivos XML de configuração para ele. Como disse bem o LedStyle, o icecast é o único programa que tem a capacidade de não funcionar quando você usa até uma configuração pronta, baixada da internet, feita e ‘aprovada’ por outra pessoa ou a padrão. É de no mínimo dar nos nervos.

    Eu e o LedStyle (autor da imagem deste post) passamos algumas horas hoje nos arriscando com o Flumotion, que aparentemente foi utilizado no FISL. É um sistema de tecnologia alienígena, ninguém entende aquilo. Muitas das instruções encontradas pela web citam arquivos e comando que sequer acompanham o pacote do Flumotion dos repositórios oficiais do Ubuntu. Além de fenômenos curiosos como o sistema tentar logar infinitamente sem dar mensagem de erro ou simplesmente aceitar qualquer login e senha.

    Enfim, é nessa sinuca de bico que estamos. Mal conseguimos uma aplicação livre para poder manter a comunicação entre os participantes do podcast muito menos algo que o retransmita ao vivo que funcione. O que dá vontade de cortar os pulsos é ver que as soluções em Software Proprietário para isso são praticamente out of the box. Dá para fazer tudo isso em menos de 30min no Windows.

    Tem valido mais a pena um dia de leão no Windows do que um ano de carneirinho no Linux. Se alguém conseguir resolver essa questão, terá nossa enorme gratidão e irá abrir o precedente para muitos projetos multimídia. Mas de ajudas do tipo ‘instale o software X‘ ou ‘use a ferramenta Y‘, obrigado, já estamos cheios, pois X e Y nunca funcionam e nem ninguém consegue funcionar.

    Portanto, ou algum gênio consegue sanar estas questões ou considerem o podcast do Planeta Ubuntu Brasil morto. Basta entrar em contato conosco por e-mail ou pelos comentários deste post. E é claro, um ponto negativo muito feio na minha caderneta do Software Livre. Vergonha, é o que sinto nessas ocasiões, vergonha.

    Abraços,

    Kurt Kraut

    Uma linda mulher, escargot e CDs do ShipIt.

    Thursday, August 17th, 2006

    Cena do filme 'Uma Linda Mulher'

    Eu fico muito chateado quando tropeço em fóruns, no IRC ou em lista de e-mails com usuários de banda larga que solicitaram os CDs gratuitos do ShipIt. Já me rotularam de mal humorado, carrancudo e até de troll por conta disso. Mas eu não posso tolerar a perpetuação do ‘de graça até injeção na testa’. Não é à toa que o TSE proibiu nestas eleições o uso de chaveiros, brindes e outros agrados gratuitos.

    O motivo deste post é um vídeo no YouTube de um indivíduo que destrói a machadadas os CDs do ShipIt, sem vergonha de demonstrar o prazer que sentia nisso. Ao ver o vídeo, tire as crianças da sala, tampe os olhos da sua avó pois a violência é explícita.

    Esse vídeo não é caso isolado. Já vi fotologs, blogs e outros relatos de pessoas dizendo coisas como ‘pedi para ver se era verdade. Agora que chegou meus 45 CDs, vou jogá-los fora.‘ ou ‘estava com preguiça de fazer o download da ISO‘.

    Esses CDs, na minha opinião, só deveriam ser remetidos para eventos, palestras e encontros. Dar um CD do Linux para alguém sem nenhuma explicação extensa ou acompanhamento me faz lembrar a clássica cena do filme ‘Uma Linda Mulher‘. Nele, servem à personagem interpretada por Julia Roberts um prato de escargot. Puseram na frente dela uma refeição exótica, incompreensível e complexa à primeira vista. E os resultados acidentados do filme podem se repetir nos computadores das vítimas que receberam os CDs dessa forma.

    Ao dar um CD do Linux ou do Ubuntu mesmo para alguém você tem que deixar esta pessoa ciente do que é o Software Livre, o que é o Linux, o que ela vai precisar para usar, por que é vantajoso para ela usar, quais os requisitos e como e onde obter ajuda.

    Pois, sem essas explicações, esses CDs gratuitos são interpretados da mesma forma como os epidêmicos CDs da UOL e AOL: material para recliclagem, lixo, freesbie, porta-copo, decoração de boate etc.

    Portanto, se você quer divulgar o Ubuntu de forma apelativa, sim, use os CDs do ShipIt seguindo os preceitos que eu disse acima. Agora se você já tem um amigo, primo, conhecido que já está ávido pelo Linux e irá impreterivelmente experimentar essa novidade, isso já é índio catequizado. Poupe os CDs do ShipIt e de a ele um CDR gravado.

    Estes CDs são patrocinados pela Canonical, empresa fundada com recursos do Mark Shuttleworth. O Mark mantém financeiramente, além de iniciativas do Software Livre, atividades de caridade. Cada dólar desperdiçado com um CD do ShipIt mal empregado, é um dólar que deixou de ser usado em favor do Linux. Ou pior, um dólar que deixou de ser usado em uma questão diretamente humanitária.

    Se você de fato precisa destes CDs, não tem conexão banda larga ou qualquer outro problema, recorra a página que criei para este fim: CDsNoBrasil. Nela estão indexadas por regiões e versões pessoas que têm estes CDs sobrando. Algumas delas mandam até por correio para você, muito mais rápido que os 2 meses de espera pelos CDs do ShipIt.

    Bom, esta aí o meu apelo. Espero poder contar com o bom senso de vocês.

    Oráculo para o Guia

    Saturday, August 12th, 2006

    Cenas do filme 'Matrix'

    Depois de pedir um pouco de açúcar para o Guia Ubuntu Brasil, agora peço um pouco de clarividência. Para quem está comendo mosca, o Guia Ubuntu Brasil é uma versão adaptada, modificada e melhorada do Ubuntu Guide feito pelo malaio Chua Wen Kiat. Nele, uma série de procedimentos básicos do Ubuntu são descritos, desde gerenciar usuários até montar partições, sendo um farto ponto de referência para os usuários inciantes e até mais experientes.

    Minha intenção pessoal é conduzir o Guia mais ainda para o usuário iniciante. Como a quantidade de informações contidas no Guia é extensa, de embaralhar a vista, além de dividir em páginas menores por categorias, queria disponibilizar um Oráculo para o Guia, como anunciado em reunião previamente.

    Este Oráculo seria um código feito em PHP ou equivalente que geraria uma caixa de texto no site do Guia para que o usuário digite sua pergunta, por exemplo, ‘Como instalar os drivers da NVIDIA ?‘. O código do Oráculo iria verificar numa tabela de palavras-chave que perguntas contendo *instalar*nvidia* devem ser respondidas com uma página X do Guia, e irá apresentar ao usuário as páginas que ele achou que devem conter a resposta. Assim, basta o usuário fazer sua pergunta como se fizesse via IRC ou via mailing-list e terá sua dúvida sanada pelo Oráculo.Além do Oráculo perguntar se a página que ele indicou atende a dúvida, ele irá registrar com precisão todas as perguntas que ficaram sem resposta. Assim, nosso Time de Documentação pode desenvolver documentação seguindo a demanda real dos usuários. Fora a divisão de páginas por categoria e a implementação do Oráculo, pretendo aplicar o layout ganhador feito pelo vdepizzol para o concurso de design para o Guia e publicar versões em PDF.

    Bem, agora vem a convocatória: se você é programador PHP, Python, Perl, Ruby etc e gostaria de desenvolver o Oráculo, por favor, me acione pelo e-mail ubuntu[em]kurtkraut.net. O código do Oráculo deverá ser distribuído em licença GPL ou similar.

    Não pense que ‘ah, como o Kurt anunciou no Planeta, com certeza alguém vai se oferecer’. Nada disso meu caro. É difícil achar programadores que dêm apoio a esses projetos de documentação, portanto, seja você um Darth Vader da programação ou um iniciante, ofereça a sua ajuda !

    Qualquer dúvida é só perguntar,

    Linux e Direção

    Thursday, August 10th, 2006

    Cockpit de um carro

    Lembro-me muito bem do primeiro dia na auto escola. Sentei no banco do motorista e enquanto meu instrutor ia dando orientações gerais, eu ia varrendo o olhar no interior do carro checando as informações que ele ia passando. Depois de ter explicado alguns itens do painel, ele me deu instruções sobre a postura que eu deveria permanecer no carro e o que eu deveria fazer. Até que comecei a notar que:

  • Eu tinha apenas dois olhos, mas tinha que olhar para três espelhos
  • Eu tinha apenas duas pernas, mas tinha que pisar em três pedais.
  • Eu tinha apena duas mãos. mas tinha que segurar o volante com as duas e ainda passar a marcha.
  • Minha primeira conclusão: sou deficiente. Pois faltavam olhos, pernas e mãos para dirigir. Mas rapidamente me lembrei que muita gente dirigia e que se fosse tão difícil e caótico como parecia, não teria tanta gente conduzindo pelas ruas. Tomei coragem e comecei a dirigir. As aulas terminaram, fui aprovado no DETRAN e hoje dirijo perfeitamente, com uma destreza bem superior a minha primeira impressão sobre espelhos, pedais e volantes.

    Ao pousar no Linux e no Ubuntu pela primeira vez, talvez você terá a mesma sensação que tive diante do volante. Sensação de que faltava muito coisa para conduzir aquela máquina. Mas é uma questão de puro condicionamento. O Linux faz tudo que seu sistema operacional anterior fazia. Apenas os menus, botões e configurações se encontram em lugares diferentes, com nomes diferentes, mas nada além da sua capacidade de aprender.

    No início, se começa dirigindo ruim, deixando o carro morrer, pondo em risco outros veículos. Mas progressivamente se aprende a dirigir. Basta querer. Com o Linux é a mesma coisa. Portanto, se você vai experimentar o Ubuntu, coragem, insista. E se você já tem o Ubuntu instalado e ainda mantém o Windows em dual boot, tome coragem ! Remova o Windows ! Só se aprende a dirigir dirigindo.

    Pondo a carroça na frente dos bois

    Tuesday, June 27th, 2006

    E não é que fizemos o segundo podcast do Planeta Ubuntu Brasil ? Enquanto não publico com a pauta do que foi discutido, os mais apressados podem já baixar via torrent os arquivos completos e ainda enfartar de rir com algumas pérolas dos bastidores :P Confira os links abaixo:

    Primeiro bloco - OGG (14.9mb) / MP3 (17.2mb) com duração de 37:35
    Segundo bloco - OGG (11.4mb) / MP3 (14mb) com duração de 30:41
    Terceiro bloco - OGG (17.1mb) / MP3 (21.4mb) com duração de 46:47
    Quarto bloco - OGG (1.4mb) / MP3 (1.8mb) com duração de 3:57
    Pérolas - OGG (2.9mb) em tar.gz

    Para maior qualidade e menor tamanho de arquivo, prefira o formato OGG. Se você está nos acompanhando pelo Windows, poderá ouvir OGG pelo Winamp ou em outros players como Windows Media Player instalado este codec.

    O quê ? Não sabia que temos podcast ? Aliás, você sabe o que é um podcast ? No nosso caso, nada mais é do que um talk show falando sobre Ubuntu e Software Livre. Recomendo você ouvir nosso primeiro podcast clicando aqui.