Archive for the 'Planetas' Category

Adocica, meu amor

Saturday, June 24th, 2006

Beto Barbosa

 

Adocica, meu amor, adocica

Adocica, meu amor, o meu Guia ô !

Adocica, meu amor, adocica

Adocica, meu amor, o meu Guia ô !

É isso mesmo. Do fundo do baú ou de dentro do caixão trago Beto Barbosa e seu hit ‘Adocica’ para convidar a todos a adocicarem o Guia Dapper. Quando digo ‘adocicar’ ou ‘por açúcar’ no Guia quero dizer que o texto precisa ser revisado e modificado para uma forma mais amistosa, mais detalhada, passo a passo, fácil de acompanhar e compreensível para o usuário recém-chegado no mundo Linux.

Isso pode ser feito por qualquer um. Não precisa ter anos de experiência no mundo Linux para isso. Com certeza no Guia tem algum procedimento que você já teve que fazer e que você tem um caminho/método melhor para realizá-lo ou é capaz de explicar melhor cada passo. As vezes é muito bom até que o usuário pouco experiente crie/modifique documentações pois ele ainda tem o olhar do usuário leigo, sabe identificar que tipo de instrução é complexa e que nível de detalhamento os usuários em geral

É muito importante que este Guia do Dapper esteja o mais polido e açucarado possível pois será uma das documentações que irá durar mais tempo. Sendo o Dapper uma edição LTS do Ubuntu, essa documentação terá que estar em dia com o carnê do Baú por no mínimo 3 anos, período em que a plataforma desktop será suportada. Então, mesmo com a chegada de duas novas versões do Ubuntu ao ano, este Guia ainda será uma fonte de consulta de grande valia.

Mas então, como açucarar o Guia ? Fácil ! Acesse já o wiki do Guia e procure lá algum assunto ou procedimento que você se sinta confortável em trabalhar. E basta ler as instruções ali escritas. O que etá esrito, faz sentido para você ? Você acha que poderia ser explicado melhor ? Acha que mais passos poderiam ser adicionados ao documento ? Usar termos mais simples ? Basta editar o wiki e nos oferecer o melhor do seu ponto de vista: ponha açúcar no texto ! :P

Se gostaria de trocar idéias antes de fazer alterações ou tirar dúvidas, venha conversar conosco no #Ubuntu-BR-tradutores da Freenode.

Abraços,

KurtKraut

Lançado Dapper para Niagara (SPARC)

Friday, June 16th, 2006

Foto de um servidor T1000 com um processador UltraSPARC

Fabio Massimo Di Nitto anunciou hoje o lançamento do Ubuntu Dapper Drake para servidores de arquitetura Niagara (processadores UltraSPARC de 64 bits com 4 a 8 núcleos). Esses pequenos servidores, de dimensões próximas a um aparelho de DVD, suportam até 32gb de RAM. O brinquedo custa a partir de U$2.995. É um grande passo para o nosso sistema no mundo corporativo e o Ubuntu para SPARC vem desmentir que trata-se é apenas uma distribuição para desktop. No mundo dos servidores, já começamos e muito bem.

O Ubuntu para SPARC vem com todos os benefícios da versão para servidores, como instalação fácil do LAMP, e também outras novidades como melhor integração com clusters e SANs, gcc, glibc e kernel já otimizados para a arquitetura Niagara por padrão e detecção do hardware encontrados nesses servidores.

Agora o que muda para você, usuário desktop, o lançamento do Ubuntu para servidores da Sun ? É bem simples: além de fortalecer a comunidade, teremos mais usuários profissionais, mais documentações irão surgir, mais gente se empenhará em relatar bugs, a Canonical terá uma arrecadação maior.

Clientes corporativos são o que mais consomem suporte e a Canonical sobrevive prestando serviços de suporte e customização do Ubuntu. Como esta empresa contrata os principais desenvolvedores do Ubuntu, é provável que os novos clientes criados pelo uso dos servidores Niagara sustentem a contratação de mais desenvolvedores.

As imagens já estão disponíveis para download em todos os mirrors do Ubuntu. Foi também disponibilizado um similar ao Netinstall do Debian, uma pequena imagem de CD que serve apenas para dar boot e baixar os demais pacotes.

Uma idéia para migração

Wednesday, June 14th, 2006

Sem começo, sem meio e sem fim, surgiu uma idéia para migração na minha cabeça. Vejo muitas pessoas falando maravilhas do Ubuntu, que se pudessem migrariam, mas que dependem de 3 ou 4 aplicações do Windows e que não podem ainda migrar. Essas aplicações ou foram feitas por programadores contratados ou são impostas pela matriz da empresa, não funcionam bem no Wine e deixam vários desktops longe de mundo Linux. Se minha idéia funcionar, isso era uma limitação até agora.

Passeando pela internet conheci o tímido SeamlesRDP. RDP é um protocolo nativo do Windows para acesso de desktop remoto. Faz exatamente o que o VNC faz e já no WIndows 2003 Server, vários usuários podem ter sessões diferentes no mesmo servidor, assim como faz o FreeNX no Linux.

Mas a novidade é o SeamlessRDP. Ele é um cliente para Linux de RDP (dentre vários já existentes que até acompanham o Ubuntu) que em vez de exibir todo o desktop remoto, ele exibe apenas a janela de um programa. Bem similar ao que o comando ssh -X faz. E chazan, temos a peça que faltava !

Nas empresas de perfil parecido com que expliquei anteriormente, os desktops poderiam ser migrados para o Linux com o SeamlessRDP instalado. Na rede local, um servidor Windows conteria os programas win32 que a empresa necessita. Então dentro do desktop Linux dos usuários, em pleno Gnome, KDE ou similar, através de um clique em um ícone, pode-se abrir um programa Windows que está rodando através do servidor remoto de forma transparente. Os usuários sequer vão notar que a aplicação está sendo rodada remotamente. Até a borda da janela será igual ao do Windows ! :P

Depois de ter sorrido sozinho ao notar quantas portas esse modelo abriria, vi que ainda faltava uma peça fundamental: ainda havia Windows na rede. E pior, talvez envolvesse a aquisição de mais um CPU para rodar o Windows, o que criaria ‘custos’ a empresa, palavrinha que elas têm fobia.

Mas nem tudo está perdido. Ainda nas garagens está sendo desenvolvido um sistema operacional que não é Linux e nem um aparentado que já foi discutido aqui no Planeta pelo Turicas. Chama-se ReactOS, um sistema livre que roda apĺicações e drivers feitos para Windows. Mais que isso, eles tentam imitar a interface e decisões de engenharia do sistema da Microsoft. Os desenvolvedores só pretendem tomar próprias decisões, fazer inovações em interface e dispositivos quando atingirem um grau extremo de semelhança com o Windows, em que o sistema seria confiável suficiente para suportar qualquer aplicação que se instala no Windows.

Segundo site do sistema, se você trocar o Windows do computador da sua avó pelo ReactOS e ela além de não perceber a diferença ainda fizer tudo que fazia antes, o projeto atingiu seu objetivo. O desenvolvimento dele é bem integrado com Wine, até muitos desenvolvedores atuam simultaneamente nos dois projetos. Questionamentos sobre a ideologia do ReactOS a parte, trata-se de um sistema livre e isso tem seu mérito.

Então, no modelo de migração que pensei, em vez de manter um servidor Windows rodando na rede e sustentando as aplicações da empresa, podemos ter o ReactOS na rede exercendo o mesmo papel e mantendo a empresa livre de sistemas operacionais proprietários. Resolvi me arriscar no Inkscape e esquematizar para quem ainda não entendeu:

Organograma

Se você se empolgou e já está fazendo o download do ReactOS, vá com calma. O sistema está em uma fase muito inicial de desenvolvimento. Na versão atual sequer suporte de rede há. Ele está previsto ainda para ese ano na versão 0.0.3. Conversei com os desenvolvedores do sistema no #ReactOS da Freenode e pernambulei o fórum do site oficial do sistema. Já existe muito interesse em desenvolver um servidor RDP para o ReactOS. Apesar de não haver prazos, podemos sim esperar para 2007 e 2008 um servidor RDP nesse sistema.

E para por a cereja no sundae, que tal pensarmos no Edgy ? Cogita-se bastante integração com o Xen para a próxima versão do Ubuntu. Trata-se um sistema de paravirtualização que permite que vários sistemas operacionais sejam executados ao mesmo tempo no mesmo computador. Já existe uma versão adaptada do ReactOS para ser utilizada sobre o Xen. Agora junte você as peças. Deu para ver o cenário ? Em vez de comprar/destinar um CPU apenas para o ReactOS, é possível com um único computador rodar ao mesmo tempo Ubuntu e ReactOS e deixá-lo como servidor da rede, tanto para aplicações Linux como Apache, postfix etc como os programas Windows sustentados pelo ReactOS.

Dá para inventar mais firula nesse modelo ? Claro ! Que tal LTSP nos desktops Linux ? Muitas empresas ainda trabalham com máquinas de 10 anos de idade. E se a empresa tiver verba para para comprar mais servidores ? LTSP+OpenMOSIX, um sonho de criança ! :P É melhor eu parar antes que eu sugira uma cafeteira USB…

Abraços,

KurtKraut

Salamandra futurista

Saturday, June 10th, 2006

Foto de salamandra

Um pouco mais de uma semana depois do lançamento do Dapper Drake, a comunidade Ubuntu começa a preparar o terreno para os primeiros passos da nossas salamandra, Edgy Eft, codinome da próxima versão do Ubuntu. O Edgy deverá ser lançado ainda em outubro desse ano, o que promove um ritmo acelerado de desenvolvimento.

E esse ritmo já começa acelerado. Já foram colocados no ar os repositórios oficiais do Edgy, que servem apenas para estruturação, qualquer tentativa de atualizar para o Edgy no momento agora irá danificar o sistema. Mas só esse primeiro passo é uma demonstração que a produção da salamandra já está à todo vapor.

O kernel que acompanhará o Edgy será o 2.6.17 e o compilador gcc 4.1. De resto, ainda é só especulação ou discussão. A comunidade pode sugerir e discutir recursos e mudanças para o Edgy em wikis destinados a isso. Lá, encontram-se das idéias mais brilhantes até as mais insanas.

Muitas pessoas não perceberam que o Edgy terá menos tempo de desenvolvimento e estão atirando para todos os lados, querendo que o Edgy venha com tudo do mais novo e mais instável (diga-se de passagem). Uma dessas insanidades é querer que o Xgl seja o servidor X por padrão no lugar do X.org 7.1. Há nitidamente por parte de muitos uma confusâo entre evolução e revolução. Em 4 meses devemos evoluir, eleger poucas mais grandes metas e concentra-se nelas

Mas minha intenção hoje é trazer para o Planeta algumas das sugestões que achei mais relevantes feitas pela comunidade. São elas:

1) Janelas de boas-vindas.

Após a instalação, o usuário seria recepcionado no sistema por uma janela de boas-vindas, listando de forma amistosa as documentações mais consultadas e relevantes logo após a instalação, como por exemplo, como fazer a internet funcionar e como habilitar os demais repositórios oficiais, com avisos sobre as questões legais e de SL envolvidas.

2) Explicações sobre legislação e codecs.

Com certeza o primeiro pensamento de um usuário novato que tenta tocar MP3 no Ubuntu é de que se trata de um ‘erro’ no sistema. Esse tipo de má impressão tem que ser combatida. Com isso, o sistema seria munido de textos explicando as questões legais dos codecs proprietários para sensibilizar o usuário sobre as limitações que o sistema tem ‘out of the box’.

3) Integração com o Windows.

A montagem automática desde o LiveCD até o sistema instalado das partições NTFS e FAT32 do WIndows com até integração do conteúdo, como por exemplo, a capacidade de importar os ‘favoritos’ do Internet Explorer do Windows para o Firefox do Ubuntu. Para o usuário que está ensaiando seu ingresso no mundo Linux esse tipo de recurso é importante, dá sustentabilidade a sua permanência no Ubuntu, tendo acesso ao seus arquivos e dados importantes para que cada vez menos sinta a necessidar de dar boot no Windows.

4) Sistema de arquivos amigável.

Eu odiaria ser obrigado a usar um sistema assim, mas sendo isso um recurso configurado por padrão, ajudaria muito o uso do Ubuntu por leigos. Atualmente nosso sistema de arquivos é uma sopa de letrinhas formando trincas incompreensíveis e assustadoras para o usuário: /usr /opt, /var etc. A idéia é ocultar por padrão pastas que o usuário dificilmente teria a necessidade de manipular e/ou apresentá-las com um nome mais inteligível e quem sabe, até traduzido em seu idioma local ?

5) Níveis de experiência usuário.

O sistema perguntaria ao usuário qual o nível de experiência do usuário, com duas ou três opções (ex.: inciante/intermediário/experiente) e eles seriam tratados de forma diferente. Para um usuário iniciante, o sistema mencionaria ‘Som’ em vez de ALSA ou ‘Tela de entrada’ em vez de GDM. Mas já que o sistema tem a ‘humanidade’ em mente, por que não humanizar ele por completo ? Pelo menos para mim dentro do Ubuntu falar em ‘Tela de Login’, fica claro que estamos falando do GDM e me habilitaria a falar o ‘dialeto’ dos usuários iniciantes que presto suporte.

6) Reconhecimento de voz.

Um dos dias que mais me diverti com um computador foi com um iMac e seu sistema de reconhcimento de voz. A máquina possuia um microfone embutido e ao ativar um programa, bastava você falar a palavra ‘browser’ não tão perto do microfone que o sistema abria uma janela de navegador. Mais que uma tecnologia assistiva, útil a deficientes, ela é um excelente aditivo a usabilidade do sistema. Além de teclado e mouse, teremos a voz para coordenador o computador e isso promove um acesso mais rápidos a programas e tarefas.

7) Fim do X Torre de Babel.

Um recurso que já existe na sessão de LiveCD do Dapper e que poderia ser incluso no sistema instalado do Edgy é o uso do driver VESA em última instância para o X. Caso o X não consiga utilizar os drivers da placa de vídeo ou tenha qualquer outra dificuldade, ao invés de entregar o usuário para o terminal piscante e abandoná-lo, iniciar o sistema com VESA permite pelo menos o acesso a interface gráfica e permitir que o usuário dê um grito de socorro na web.

8) Uso do InitNG para o boot.

Que tornaria o processo de boot, antes vergonhoso no Breezy, mais rápido que já é no Dapper. Além de ter otimizações por natureza, o InitNG toma decisões aparentemente melhores. No sistema de boot atual, qualquer serviço instalado (ex: apache, MySQL) será iniciado automaticamente no boot. Já no InitNG, você precisa expressamente dizer que um serviço instalado deve ser rodado no boot. Isso permite que o usuário tenha um controle claro do que deve iniciar ou não mas exigirá dele um engajamento maior na configuração do sistema para que funcione como desejado.

9) Instalação madura.

O Ubuntu trouxe muita gente para o mundo Linux e a fatia de usuários experientes usando o Ubuntu ou que ganharam experiência com ele vêm aumentando. Um dos motivos do CD de instalação até hoje não permtir a seleção de pacotes é porque o usuário não conheceria os programas, não faria sentido perguntar se ele quer instalar um programa chamado gdesklets por exemplo. Mas esse cenário tem mudado e acho que vale a pena atender o usuário experiente na instalação.

Também outras sugestão é permitir os mais diversos meios de conexão durante a instalação, como PPPoE mesmo no ‘Alternate Install’, para que os pacotes extras sejam baixados no ato da instalação.

No particionamento a idéia é, por padrão, manter o /home numa partição separada da raiz /, o que até hoje era tido como uma ‘configuração avançada’.

Para melhor performance, o instalador optaria por um kernel otimizado para a arquitetura do processador, como o linux-image-k7 para alguns processadores AMD em vez do genérico linux-image-386.

Por fim, imagens de CD traduzidas para os mais diversos idiomas, como o português. Assim, desde a telinha de boot do GRUB no CD de instalação até o sistema instalado, todo o processo seria em português.

10) Multimídia para gente grande.

Dentre as sugestões para essa área, as mais relevantes foram a definição do Listen como player de áudio padrão e o Diva para edição de vídeos. O Listen é um player voltado para Gnome, repleto de recursos, como exibição da letra da música, dados da wikipedia e integração com o last.fm. Já o Diva, é um editor ainda no início de seu desenvolvimento, longe de uma versão 1.0 mas tem uma usabilidade tremenda, talvez um dos melhores programas no questio interface e usabilidade já feitos no Linux. Deixa o Windows Movie Maker comendo pó. Não deixe de ver alguns screenshots e vídeos do Diva para entender do que estou falando.

11) Impressão.

É uma das áreas com menos sugestões. Poucas, mas boas. Desde impressora virtual para PDF instalada por padrão, o que permite que qualquer programa capaz de imprimir gere um PDF, até o desenvolvimento de ferramentas que tornem o compartilhamento de impressora com o Windows mais amigável.

12) apt diversificado.

Me impressionei com a sugestão do apt-torrent. Apesar de duvidar que se torne um método popular para baixar e instalar programas, ter essa carta na manga é interessante pois pode descentralizar o fluxo de pacotes quando os repositórios estiverem lentos ou fora do ar.

O apt-build também poderia ser cogitado para integrar o melhor do mundo Debian, da instalação por pacotes, com os benefícios da compilação otimizada. Seria um meio termo interessante entre um sistema totalmente pré-compilado como o Debian e um totalmente compilado como o Gentoo. Ele seria útil para instalar pacotes pesados/lentos que atuam como gargalo na execução de tarefas e/ou na compilação de pacotes utilizados por muitos outros, como python, e portanto quanto melhor forem otimizados, mais programas serão beneficiados por esse aumento de velocidade.

Por fim, uma das modificações que acho mais importante es e tivesse que eleger uma para o Edgy de todas essas que trouxe aqui, eu elegeria essa: 7zip para pacotes. O 7zip é um conjunto de algorítmos de compressão que são capazes de comprimir arquivos em tamanhos bem menores do que outras compactações mais comuns como gzip e bz2 utilizados atualmente nos pacotes .DEB.
Em testes preliminares, um arquivo de 1612.5mb foi compactado nesses diferentes formatos. Veja os tamanhos finais desse arquivo comprimido:

Gzip: 596.9mb e levou 02min25s para descompactar.
Bzip2: 539Mb e levou 02min11s para descompactar.
7zip (compressão padrão): 445.6mb e levou 06min35s para descompactar.
7zip (compressão alta): 424.3mb e levou 06min29s para descompactar.
7zip (compressão máxima): 423.2mb e levou 06min25s para descompactar.

Se todos os pacotes .DEB do Ubuntu passassem a ser ser compactados por 7zip, o tempo de instalação do sistema e de pacotes em geral triplicaria. Mas pense no impacto do uso de 7zip em alguns pacotes de segurança ou correção de falhas.

É extremamente importante que todos os usuários tenham o mais rápido possível estes arquivos, e compactando em 7zip tornaria-se muito mais fácil para o usuário de conexão discada ser contemplado com essas atualizações importantes, Isso tornaria o acesso as atualiações de segurança do Ubuntu mais democrática e eficiente.

Sem esquecer, claro, que a compactação 7zip poderia ser utilizada no CD do Ubuntu. Essa taxa de compactação adicional de 24% a 27% de espaço daria muito espaço para que mais pacotes fossem incluídos por padrão no CD de instalação. Imagine o que seria então um DVD de pacotes do Ubuntu majoritariamente compactados em 7zip ? Seria a salvação dos usuários com conexão discada ou com máquinas sem qualquer conexão.

Bem, são essas as discussões e sugestões mais relevantes para o Edgy na minha opnião. Vale frisar que são apenas sugestões e não metas de desenvolvimento. Nenhum dos itens acima descritos foram determinados como metas para o Ubuntu e não serão obrigatoriamente desenvolvidos. Mas boa parte deles muito provavelmente deve chegar a nossos computadores por volta de outubro deste ano.

Abraços,

KurtKraut

Regras para o concurso de design Guia Dapper

Tuesday, June 6th, 2006

Foto de um pato Drake

Aloha,

Como anunciou o OgMaciel em um post, estamos em busca de um design para o Guia Dapper. Entendemos que o guia não deve ser apenas bom de se ler, tem que ser bonito de se ver também. Para isso, estamos abrindo essa possibilidade para que os designers tanto profissionais como enrustidos demonstrem seu talento fazendo um design para o Guia Dapper.

Para que fique claro o funcionamento do concurso, segue abaixo as regras para os candidatos:

1) Qualquer indivíduo pode participar do concurso, independente de vínculo ou histórico com o Ubuntu Brasil .

2) Não será aceito o uso de formatos proprietários como SWF.

3) Devem ser seguidos os padrões W3C (HTML 4 ou XHTML 1) , ou seja, nada de tags específicas para certos browsers.

4) Os designs podem ser hospedados e a URL nos enviada por e-mail ou o candidato pode nos enviar o material compactado em .tar.gz para ubuntu@kurtkraut.net . Podem ser enviados tanto o design em (X)HTML como a imagem/layout apenas do site. Mas caso o design seja eleito, deverá ser fornecido o (X)HTML.

5) Os designs devem ser enviados/apresentados com a esta licença. Se você já está hospedando o design em algum lugar, coloque um link para esta licença. Se for nos enviar por e-mail, coloque dentro do .tar.gz um arquivo texto contendo a licença.

6) Havendo mais de um design adequado para o Guia, um júri irá colocá-los para votação pública, a ser anunciada aqui no Planeta.

7) Serão aceitos designs para seleção até dia 01/07/2006 as 23:59:59 no horário de Brasília

8) Designs fora das regras acima não serão aceitos.

Quaisquer dúvidas sobre o processo, orientações sobre o design e o Guia, basta me contactar via ubuntu@kurtkraut.net.

Festa Dapper Rio de Janeiro - realizada.

Monday, June 5th, 2006

Foto dos participantes

Essa é a galera que compareceu na Festa Dapper no Rio de Janeiro, excetuando o vantex que estava tirando a foto com meu celular que não é lá grandes coisa. Já estávamos na rua indo embora quando tiramos a foto. No padrão ocidental, estão: KurtKraut, Krysamon e sua esposa, estranho (sim, é o pseudônimo dele), AlexTelecentro e junix-br.

Como a página contendo as instruções de como chegar (juntamente com o Planeta) ficaram fora do ar durante todo o fim de semana, muita gente que deixou de última hora para pegar o endereço acabou não indo, o que prejudicou a abrangência do nosso encontro mas não a qualidade. Questões muito relevantes foram levantadas em meio a alguns chopps e batatas fritas recém-plantadas (estranho que o diga).

Foi o primeiro encontro de Ubuntu no Rio de Janeiro e será pontapé para os demais. Desse encontro por exemplo, junix-rj deu grandes idéias e sugestões para ajudar no nosso Install Fest ainda esse ano e o AlexTelecentro também se colocou a disposição para arregaçar as mangas. Então, estamos progredindo :P

Também propus ao estranho e ao junix-rj que têm um envolvimento com o Debian-RJ para que atuassemos em conjunto (Debian e Ubuntu no Rio) para uma agenda de software livre. Que juntos fizéssemos palestras, campanhas e eventos de SL para promover a cultura livre.

Ao invés de ficar caçando usuários e puxar sardinha para uma distribuição, vamos fazer a propagação da filosofia do Software Livre juntos e apresentar os dois sistemas como caminhos para o usuário escolher. Foram bastante receptivos com a idéia e já marquei na minha agenda a presença em um evento em Realengo no dia 24 deste mês.

Mas o que pessoalmente me encantou foi uma evangelização inesperada que fiz. Cheguei no bar e pus os CDs do ShipIt do Breezy na mesa, abertos, em pé e bem visíveis para que fosse fácil localizar a mesa. Cheguei 30min mais cedo para poder recepcionar todos.

Um rapaz na mesa ao lado ficou observando os CDs até que me abordou e perguntou do que se tratava. E descarreguei nele minha munição de idéias sobre software livre liberdade intelectual quando, para meu espanto, ele declara que já havia usado Linux, que era músico, e que no Paraná tinha feito parte de um grupo que se propunha a produzir músicas apenas com software livre.

Aí o papo engrenou, até que chegaram os primeiros ubunteiros (ou ubuntistas ? Aceito sugestões). Dei atenção integral aos que compareceram e sequer tornei a falar com o rapaz da mesa ao lado. Mas fiquei muito feliz quando ele, de saída, veio se despedir de mim e me entregou um CD, um single com seu trabalho. ‘Vadeco e os astronautas’ era o título e eu acabara de conhecer o Vadeco :P (o mais próximo de camiseta listrada na foto abaixo).

Voltei para casa ávido para ouvir o CD de duas faixas, com as canções ‘Tourada’ e ‘Condição’. São duas faixas de estilo bastante diferente, mas os arranjos e toda a finalização da música achei de bom gosto. Tenho ouvido todos os dias as duas faixas e entrou para meu seleto grupo de músicas cotidianas. Achei que o trabalho deles é apelativo sim, têm naipe para ser uma banda de abrangências nacionais e terem hits na TV e no rádio.

Eu gastei bastante saliva tentanto incitar no Vadeco idéias de distribuição livre de músicas, de disponibilizar material online e etc quando para também meu espanto a banda disponibiliza músicas online pelo site Tramavirtual. Para checar detalhes da banda e ouvir músicas, basta clicar aqui.

Acho que isso é tudo. Agradeço muito aos presentes, aos que tentaram ir mas não conseguiram (Turicas, Bruno Alves, Sérgio Lima) e a todos que pelo menos pensaram ir.

Abraços,

KurtKraut

Festa Dapper Rio de Janeiro marcada !

Tuesday, May 30th, 2006

Aloha,

Sim ! Temos a nossa festa Dapper marcada no Rio de Janeiro. Veja os dados:

Data: 02/06/2006
Hora: 19h BRST
Local: Devassa Flamengo. Maiores detalhes em http://wiki.ubuntubrasil.org/FestaDapperRJ.

Os locais a serem escolhidos são próximos ao metrô, perto de estacionamentos municipais e privados como também acessíveis por ônibus da zona norte, sul e oeste da cidade.

Está no RIo de Janeiro ? Não perca a oportunidade de ter dois dedos de prosa em excelente compania sobre o Ubuntu Dapper. Compareça na data, hora e local escolhidos.


Festa Dapper

Tuesday, May 23rd, 2006

Aloha,

Isso mesmo que você leu. Festa de Lançamento do Dapper. Eu sempre faço questão de declarar que sou cervejetariano (= só bebo cerveja) e quase tudo se torna um bom motivo para reunir os amigos para uma confraternização regada a essa bebida miraculosa. Para os abstêmios, só o bom bate papo com refrigerante serve.

E teremos dentro de pouco tempo um bom motivo para comemorar: o lançamento do Ubuntu Dapper. Minha sugestão que é cada um reuna em sua cidade e região os ubunteiros de coração para comemorarmos olançamento da nossa próxima versão. É uma boa oportunidade de conhecer pessoalmente quem já te salvou o coro na lista de e-mails ou quem jpa gargalhou contigo no IRC. Comecem aí os burburinhos para acharem pessoas nas mesmas cidades e vamos marcar um local de fácil acesso para a comemoração na semana do lançamento do Dapper.

Infelizmente o dia primeiro de junho cai numa quinta-feira, mas é perto o suficiente do fim de semana para que todos estejam com agenda livre para se reunir. Tragam filhos, esposas, sogras e papagaios, vamos todos celebrar nossa alaranjada e novíssima versão !

Ta aí a proposta. Os que gostam de festa (e de conhecer pessoas) está feito o convite.

E já começaram as iniciativas de ’se encontrar’ pelo Brasil. Para os fluminenses, foi criado o endereço http://wiki.ubuntubrasil.org/FestaDapperRJ onde nossos ubunteiros próximos a capital do estado podem declarar-se interessados em participar para que seja marcado a hora, data e local.

Abraços,

KurtKraut


Podcast #1 Planeta Ubuntu Brasil

Sunday, May 7th, 2006

Aloha,

Finalmente ! Conseguimos de forma ainda muito artesanal gravar o primeiro podcast do Planeta Ubuntu Brasil. Reunimos alguns colunistas do Planeta e visitantes assíduos para discutir assuntos que andaram circulando o Planeta e na mídia especializada em Linux.

A intenção é realizar esses podcasts com mais freqüência e com uma infra-estrutura melhor. Caso tenha sugestões, por favor, faça-as aqui. É muito importante para nós.
As gravações desta conversa estão disponíveis nos formatos OGG e MP3 sob uma licença Creative Commons. Utilize os links abaixo para efetuar o download:

Nos próximos podcasts dividiremos os blocos em pedaços menores, de cerca de 30min para facilitar o download.

Em caso de dificuldade de download, consulta de licença e maiores informações, consulte http://wiki.ubuntubrasil.org/Planeta/PodCast. Este podcast foi gravada em 06/05/2006. Contamos com a participação de KurtKraut, OgMaciel, LedStyle e acris. Quer saber o que discutimos ? Eis a pauta:

PRIMEIRO BLOCO

  • Apresentação

  • Kernel: Idéia do Andrew Mortom de interromper o desenvolvimento de novos recursos do kernel 2.6 para focar na correção de bugs.

  • Processador 64 bits: vale a pena ter um ?

  • Estamos de rabo preso com a Macromedia/Sun ? A dependência do usuário Linux de formatos como o SWF e soluções que a comunidade está sinalizando.

  • Será que estamos caindo no vício de ‘emular’ o Windows ao invés de simplesmente inovar ?

  • Participar não é aderir: como agir para a melhoria das alternativas em SL.

    • A importância de relatar bugs

    • Boicotes ao IE, Firefox e SWF

  • Mulheres no Ubuntu

    • Causas da pouca participação feminina.

    • Como mulheres encaram desafios: o Surfe e o Linux.

  • Usabilidade do Ubuntu

    • Será que quem diz que Linux TEM QUE ser complicado são espiões da Microsoft ? :P

    • Muitos usuários querem usar o computador como ferramenta, não como finalidade.

    • Quem deve instalar o Ubuntu ? Quem deve apenas usar o LiveCD ? Quem deve ficar com Dual Boot ? Perfis de usuários.

    • Dificuldades de configuração do PPPoE e ADSL no Ubuntu. O que poderia melhorar ?

    • Como o Software Livre permite uma alta diversidade e qualidade na solução de problemas.

    • Mini Install Fest & Cerveja.

  • Mulheres no Ubuntu 2

  • Como ajudar o Software Livre e o Ubuntu

    • Traduzir, relatar bugs, prestar suporte, distribuir CDs, criar material multimídia etc

    • Como colaborar sem sequer saber programar e a importância dessas contribuições.

    • Ensinar Linux também é aprender Linux.

    • Como ajudar a tradução sem sequer saber inglês.

    • OgMaciel mencionou http://planeta.ubuntubrasil.org/?post=603

    • A necessidade de formalizar as dúvidas freqüentes dos usuários em wikis, HowTos e similares.

    • Seja um embaixador do Ubuntu.

  • Encerramento

  • Erratas

    • KurtKraut: o problema que tive com netinstaller foi a falta de um browser de texto que me permitisse autenticar no site do meu provedor ADSL para que pudesse trafegar dados com a rede externa. O protocolo PPPoE em si é suportado no netinstaler.

SEGUNDO BLOCO

  • Reapresentação

  • Brinquedinhos geeks

    • Canecas do Ubuntu e Firefox (linuxmall.com.br)

    • Bugingangas do FISL (Tux de pelúcia, brincos, colares, camisetas etc)

    • acris mencionou www.erro404.com.br

    • Iniciativa do selo metalizado para laptops com o símbolo do Ubuntu

    • OgMaciel mencionou http://www.cafepress.com/ubuntushop/

  • Voluntariado na comunidade Software Livre

  • Dúvidas comuns sobre o Ubuntu em eventos:

    • Incredulidade de que é totalmente gratuito.

    • Como é a compatibilidade com o Windows ?

    • Por que eu deveria usar Ubuntu ?

  • Migrando para o Ubuntu

    • O que é um LiveCD ?

    • Dual Boot: mantendo Windows e Ubuntu coexistindo em um mesmo computador.

    • Por que eu uso Ubuntu ?

    • Qualidades do Ubuntu para usuários domésticos e inclusão digital

  • Encerramento

[Comentar este artigo] - [Mais artigos deste autor]

Instalo Linux por cerveja

Thursday, May 4th, 2006

Na história da divulgação do Linux eventos como Install Fests foram fundamentais. Um punhado de geeks mais experientes se juntam em um local, data e hora para receber outros usuários mais inexperientes com seus CPUs ávidos para receberem uma distribuição Linux.

Há algum tempo estou planejando um Install Fest e tem sido um pesadelo ajustar todos os detalhes. É difícil nos dias de hoje reunir pessoas numa mesma data, hora e local com uma finalidade. Mas, existe uma alternativa tão eficente quanto um grande Install Fest e muito mais fácil de realizar: um mini Install Fest.

Dedique um dia de atenção aquele seu primo chato, estagiário mala ou qualquer pessoa mais digna interessada no Ubuntu com outros interessados em um mesmo local. Um grupo de até 10 pessoas é bastante gerenciável. Prepare no seu poderoso OpenOffice Impress uma apresentação explicando a filosofia do Software Livre e aspectos básicos do Ubuntu. Seja breve, não gaste mais de 1h para isso. Depois, abra um debate, dúvidas dos discípulos e sane as dúvidas mais comuns. Depois, escolha um felizardo, de preferência o mais experiente, e instale na frente de todos o Ubuntu na máquina dele, explicando tudo passo a passo, com todo o carinho. Explique por que tomou cada decisão, explique como funciona o particionamento etc.

Enquanto os arquivos são copiados, é uma boa hora de atacar a geladeira ou fazer um segundo round da sessão de dúvidas/debate. Assim que todos os arquivos forem copiados e o Ubuntu estiver funcionando, explique aspectos gerais do sistema, do Gnome, como configurar internet etc. Depois que todos estiverem confortáveis com o Ubuntu, ligue os outros PCs e deixe que cada dono tente instalar por conta própria o Ubuntu no PC. Apenas dê orientações gerais, tire dúvidas e tente fazer com que um tire a dúvida do outro o máximo possível.

Ë importante se empenhar pela autonomia desse grupo. Nesse dia divino você estará presente para tirar todas as dúvidas. Nos outros, dificilmente estará. Eles terão que resolver cada problema sozinhos e terão que buscar ajuda sozinhos. Portanto, cada dificuldade que encontrarem, ao invés de roubar o teclado e digitar comandos incompreensíveis, mostre a eles como obter ajuda, consultar wikis, fóruns, IRC etc. Apele para o senso crítico deles, a análise lógica. Por que você acha que deu erro ? E o que você acha que precisa para resolver ? São questionamentos importantes.

No final de tudo, como ninguém é de ferro, encerre seu mini Install Fest com uma boa dose de cerveja. Se você realizou um bom trabalho, como forma de gratidão, seus discípulos irão bancar a sua cervejada :) Se essa idéia se propagar, não duvido que encontremos pelas esquinas geeks alcólatras carregando placas dizendo ‘Instalo Linux por cerveja’.

Mas no final de tudo, ébrios ou sóbrios, todos terminarão o dia mais livres do que começaram.

Abraços,

KurtKraut


Tor sem dor

Thursday, April 27th, 2006

Aloha,

Vi salpicados pelos sites de Linux do Brasil alguns posts sobre o Tor, muito detalhados no campo técnico mas pouco amistosos para o usuário Ubuntu. Resolvi então fazer minhas instruções de instalação e uso básico do Tor de forma indolor.

O Tor é um sistema para ocultar rotas e procedências de conexões, enfim, privacidade na internet. Os hábitos dos usuários e suas informações têm valor econômico e empresas das mais diversas formas quebram nossa privacidade com a finalidade de maximizar lucros ou criar estratégias baseadas no nosso comportamento como internautas.

O Tor intermedia o acesso a rede Onion, que é uma espécie de VPN de rotas aleatórias. Se você quiser acessar o site www.ubuntu.com, uma solicitação sai de seu computador e trafega até o servidor do Ubuntu na Inglaterra que faz o caminho de volta e oferece ao seu navegador os dados da página. Se o Tor intermediar sua conexão, o seu pedido de acessar www.ubuntu.com, trafegará entre nós (= nodes, servidores) da rede Onion até chegar no seu destino e voltar. A diferença é que o caminho dentro da rede Onion é aleatório e um nó só conhece seus vizinhos imediatos.

De forma esquemática, vamos supor que A seja seu computador, F seja o site do Ubuntu e as demais letras são nós da rede Onion. Os dados fluiriam na seqüência A -> B -> C -> D -> E -> F. No protocolo do Tor, cada nó só conhece seus vizinhos. B conhece você, A, e conhece C, nó para o qual ele enviou a solicitação. Mas por sua vez, não conhece D e E. O nó C conhece apenas B e D, ou seja, ele é incapaz de saber de onde veio essa solicitação, você já está oculto. E assim sucessivamente até chegar ao seu destino. Explicações mais extensas e mais didáticas podem ser encontradas no site oficial.

INSTALAÇÃO

Bem, vamos por a mão na massa e permitir que nosso Ubuntu utilize o Tor. Apesar dos repositórios oficiais do Ubuntu o Tor estar disponível, vou recomendar o uso do repositório oficial do Tor que tem versões mais recentes. Caso seu Ubuntu esteja fazendo uma atualização ou instalação no presente momento, aguarde o término da mesma para continuar com a instalação do Tor.

Vamos adicionar os repositórios editando o sources.list. Para isso, digite no terminal:

sudo gedit /etc/apt/sources.list

Adicione no final do documento as seguintes linhas:

## TOR
deb http://mirror.noreply.org/pub/tor experimental-0.1.1.x-breezy main

Mesmo que você use Dapper, adicione as linhas acima com a palavra Breezy. Esse repositório irá prover atualmente a versão 0.1.1.18-rc-1~breezy.1 Salve o documento e feche o editor de texto. Agora precisamos fazer com que esse arquivo seja lido novamente e o Ubuntu reconheça as versões mais recentes do Tor. Para isso, digite:

sudo apt-get update

Caso apareça um erro falando da ausência de chaves públicas, ignore. Isso é um problema do servidor e não afeta a instalação do Tor. Agora que o Ubuntu tomou ciência da existência do Tor no repositório recém adicionado, vamos pedir para que ele instale o Tor.

Caso você esteja usando o Dapper, digite:

sudo apt-get install tor

Ou, se estiver usando o Breezy, digite:

sudo aptitude install tor

O sistema perguntará se você deseja instalar, responda que sim. Caso ele diga que algum pacote não pôde ser verificado, aceite instalar também. Após o download e instalação dos pacotes, o Tor está pronto para uso ! Bem fácil, não ? Agora o Tor estará rodando automaticamente com seu computador, permitindo que as aplicações devidamente configurada façam uso dele.
CONFIGURAÇÃO

Seus programas que acessam a internet farão o acesso ao Tor através de um SOCKS local. Para isso, basta configurar em programas como o Xchat, Gaim e etc que utilizem como ‘SOCKS’ ou servidor intermediário o IP 127.0.0.1 na porta 9050.

Instruções para Breezy

O Firefox que acompanha o Breezy é incapaz de fazer conexões SOCKS por contra própria. A instrução de instalação que passei para o Breezy irá instalar um pacote recomendado chamado Privoxy, que é um Proxy HTTP que recebe conexões na porta 8118. Para versões inferiores a 1.5 do Firefox, basta configurá-lo para utilizar como proxy 127.0.0.1 na porta 8118.

Além disso, será necessária uma pequena configuração no Privoxy. Digite:

sudo gedit /etc/privoxy/config

E adicione ao final do arquivo a seguinte linha:

forward-socks4a / 127.0.0.1:9050 .

Salve o arquivo e feche o editor de texto. Para que a alteração entre em vigor, no terminal digite:

sudo /etc/init.d/privoxy reload

E continue seguindo as instruções gerais abaixo.

Instruções gerais

Parao Firefox há uma ferramenta muito útil, uma extensão chamada FoxyProxy que já vem pronta para integração com o Tor. Ele permite você não só ligar ou desligar a navegação do Firefox pelo Tor como tem filtros por wildcards ou regex que permitem você selecionar quais sites você quer utilizar o Tor ou não. Nele, você pode configurar que todos os endereços http://*.google*.com/* sejam abertos via Tor, por exemplo. Para instalar o FoxyProxy, acesse esta página.

Ele, quando ativado irá exibir uma caixa no canto inferior direito do Firefox e ao clicar com o botão direito sobr ele é possível configurá-lo. Através desse menu é possível configurar o FoxyProxy para navegar por todos os sites usando Tor, ou desativar temporariamente ou apenas entrar via Tor nos sites que atendam aos filtros que você definiu. Depois de configurar o Firefox, acesse sites como www.myipaddress.com e verifique que o IP que aparece não é o seu, e de tempos em tempos esse IP irá mudar pois sua rota dentro do Tor foi modificada.

Você pode encontrar também no wiki oficial várias dicas de como configurar diversos programas.

CONSIDERAÇÕES IMPORTANTES

‘O Tor não é feitiçaria, é pura tecnologia’ (Joana Prado). Ele não é uma forma miraculosa de se ganhar privacidade. Ele ainda está em constante desenvolvimento e não deve ser utilizado para tarefas cruciais de privacidade, como fins militares por exemplo. Mas o site oficial relata que muitos funcionários de ONGs utilizam o Tor pelo mundo para evitarem serem detectados em redes de países estrangeiros, durante viagens.
Não há criptografia no Tor, portanto, para além da privacidade de procedência termos uma privacidade de conteúdo, ele deve ser usado concomitantemente com SSL sempre que possível. A rede Onion existe graças a doação de pessoas que rodam o Tor como servidor pelo mundo todo, exceto no Brasil. Infelizmente não temos ninguém no Brasil que esteja doando tráfego para rede Onion. Aprenda como rodar um nó do Tor em poucos passos nesta página.
Não detalhei como configurar o FoxyProxy por imaginar que com poucas tentativas isso seja possível de ser feito. Caso tenha dificuldades, deixe um comentário nesta postagem. Uma excelente revisão da história do Tor pode ser lida no site VivaoLinux.

A versão escolhida para o Tor foi a 0.1.1.18-rc-1~breezy.1, que é a experimental, pois a última versão estável apresenta um problema no Ubuntu. Após a máquina ser reiniciada pela primeira vez, o Tor deixa de funcionar deve ser reinstalado. Portanto, esta versão teoricamente instável foi escolhida para instalação. Caso você esteja lendo estas instruções um tempo depois da publicação, verifique no site oficial se novas versões foram lançadas e experimente sempre a mais recente.

Há de fato uma queda no desempenho quando se utiliza o Tor, pois seu tráfego passa por caminhos mais tortuosos e congestionados. Mas em geral os nós disponíveis na rede Onion possuem bom desempenho e a redução na velocidade é tolerável, as vezes, nem perceptível. Vale a pena, pelo menos, experimentar.

Abraços,

KurtKraut


Campanha pela proteção dos gatinhos

Sunday, April 23rd, 2006

Venho aqui pedir a colaboração de toda a comunidade por um bem maior. A banalização do palavrão dá margem para que as pessoas esqueçam de que eles são inadequados em locais públicos. E como todos sabemos, os trolls são os semeadores da discórdia, do mal estar na comunidade, dos flame wars, da banalização e por tabela dos palavrões.

Cada vez que se fala um palavrão no #Ubuntu-BR os trolls matam um gatinho. Tenho certeza que conto com a colaboração da Sociedades Protetora dos Animais e aqueles que zelam pelo bem estar do espaço público que é o canal #Ubuntu-BR.

Vale lembrar que para estimular esse ritual injusto e cruel dos trolls não é necessário ofender alguém com um palavrão. Basta soltar uma dessas palavras como interjeição ou adjetivo, mesmo sem querer ofender ninguém presente ou ausente, que de imediato vida de gatinhos são ceifadas por todo mundo.

Portanto, vamos mostrar nosso poder como comunidade, vamos mostrar que somos capazes de militar por uma causa, vamos manter um ambiente de respeito, vamos instruir todos aquele que provocarem mortes de gatinhos a não falarem palavrões no #Ubuntu-BR.

Portanto espalhe essa notícia, espalhe essa campanha. Adira já !

Abraços,

KurtKraut


LiveCD e Install CD serão agora um só

Thursday, April 20th, 2006

Seguindo a tendência do Espresso, instalador gráfico rodando a partir do Gnome no LiveCD do Dapper Drake, foi anunciada hoje a fusão entre os tradicionais dois CDs do Ubuntu, LiveCD e Install.

Agora, o download de uma única imagem ISO para ser gravada em um único CD permitirá aos usuários que experimentem o sistema sem instalá-lo como também instalar o Ubuntu em definitivo no computador. Isso vem a colaborar muito com a divulgação do Ubuntu pois, em um mesmo CD de demonstração, o usuário que se encantar pelo sistema poderá instalar de imediato em seu computador.

Não esquecendo a redução de custos do ShipIt, pois ao invés de pares de CD, serão enviados CDs unitários. Redução que provavelmente irá causar impacto nas importação de CDs no Brasil, já que o custo declarado no envio deverá ser menor, permitindo que mais CDs sejam importados sem risco de tarifas alfandegárias.

As imagens já podem ser baixadas em http://releases.ubuntu.com/6.06/. Prefira baixar as imagens pelos torrents disponíveis no fim da página de download. É importante lembrar que o Dapper será lançado dia 1 de junho e qualquer versão instalada antes desta data trata-se de uma versão beta, ainda em desenvolvimento, passível teoricamente de problemas e instabilidades. Porém, o Dapper a partir de seu Flight5 ficou tão polido que já pode ser utilizado tranqüilamente em desktops e servidores de missão não críticas.

Enquanto o Dapper não é lançado e o ShipIt não é beneficiado com esta novidade, procure CDs no Brasil distribuído por pessoas que possuem cópias excedentes. Para isso, basta acessar http://wiki.ubuntubrasil.org/CDsNoBrasil.

Participar não é aderir

Monday, April 17th, 2006

Há uma forte incompreensão sobre como participar da comunidade do Ubuntu e comunidades ligadas a GNU/Linux em geral. Participar não é aderir. Participar é ter a possibilidade de protagonizar uma ação e eventualmente fazer uso dessa possibilidade.

Em outras palavras, o fato de você marcar presença no #ubuntu-br da Freenode, ou estar nas listas de e-mails do Ubuntu Brasil não o faz participar da comunidade. Isso é apenas uma adesão. A comunidade só é sustentável, ou seja, sobrevive ao longo do tempo por meios próprios, quando a participação de seus usuários é maciça. Então, quando é que você vai protagonizar uma ação em nossa comunidade ?

Outra grande fatia de responsabilidade pela sustentabilidade de uma comunidade é seu ciclo produtivo e de conhecimento. Você usufrui de um Ubuntu quase que completamente em português. Você já devolveu esse benefício para a comunidade ? Já retornou com alguma contribuição por você poder usufruir de uma interface em português ? Você já tirou a dúvida de alguém por e-mail ou só recorre a lista de e-mails quando você precisa de ajuda ? Você distribuiu os CDs do ShipIt que pediu ou eles estão pegando poeira na sua casa ?

Uma boa forma de começar a devolver para a comunidade os benefícios que você tira dela é o projeto T.O.B.U.N.I.T.O. Fácil, rápido, indolor e IMPORTANTE forma de protagonizar uma ação dentro da comunidade.

Se a água do mar não evaporasse, chovesse e alimentasse os rios que desaguarão denovo no mar, não teríamos mais água potável. Fica fácil então entender que se quisermos continuar como estamos hoje sustentando a comunidade brasileira do Ubuntu, temos que manter esse ciclo funcionando, portanto, participe você também e estimule seus amigos, conhecidos, alunos etc recém-chegados no Ubuntu a terem esse espírito comunitário também.

Abraços,

KurtKraut

Mulher, revele-se !

Wednesday, March 29th, 2006

Quem anda pernambulando o Planeta, o #Ubuntu-BR ou a lista de e-mails do Ubuntu Brasil deve ter notado a ausência de mulheres ativas na comunidade.

Não que elas não existam, estão sim por aí usufruindo do mundo do software livre. Mas muitas têm medo de se expor e a culpa é toda nossa. Somos nós homens que as pré-julgamos como inaptas para computadores ou trabalhos intelectuais. Somos nós que damos CDs do Ubuntu para nossos amigos e não para nossas amigas. Somos nós que em qualquer ambiente não perdemos a oportunidade de assediá-las ao invés de dar suporte para que participem do mundo do Software Livre.

Já existem grupos maduros de apoio a atuação da mulher no mundo do software livre, como o UbuntuWomen. O objetivo NÃO é separar homens e mulheres e sim juntá-los. Encorajar as mulheres a colaborarem com a comunidade, relatando bugs, fazendo documentações, dando suporte a outros usuários por e-mail ou IRC, ou simplesmente usar o Ubuntu.

Minha intenção é formalizar essas atividades aqui no Brasil através do Ubuntu Brasil. Vamos apoiar, encorajar e convidar mulheres a atuarem conosco no Ubuntu. Um exemplo fácil de citar é o grupo de tradutores brasileiros do Ubuntu que conta apenas com uma mulher dentre 77 homens.

Para que esse trabalho seja realizado, primeiro gostaria de estimar quantas mulheres usam o Ubuntu ou se envolvem de alguma forma, mesmo que anonimamente, com nossa comunidade. Portanto, você mulher, me envie um e-mail ou um comentário anônimo. Dê algum sinal de vida para que eu possa quantificar que você existe.

Depois de conhecer o perfil de gênero da nossa comunidade, queria incentivar ações de inclusão das mulheres em nossa comunidade. Por exemplo:

1) Incentivar a divulgação do Ubuntu para mulheres.

Dos seus amigos que usam Windows e você azucrinou até aceitarem experimentar um LiveCD, quantos eram mulheres ? Que tal dedicar um dia a sua amiga/namorada/vizinha/mãe e ensiná-la a usar o Ubuntu e apresentá-lo como opção de sistema operacional ?

Que tal criarmos um dia/semana anual de divulgação do Ubuntu para mulheres ? A idéia seria nos comprometermos nesse dia/semana a divulgar, ensinar, estimular e trazer para o mundo do FLOSS e do Ubuntu mulheres do nosso ambiente de trabalho, escola, vizinhança que ainda estejam utilizando software proprietário.

2) Sensibilizar os homens da comunidade para respeitarem a participação da mulher.

Orientar os participantes dos canais de IRC, Planeta, listas de e-mails, fóruns e demais veículos a tratarem com igual respeito e dignidiade qualquer usuária que recorra a esses meios, sem sexismos, assédios, piadas de mal gosto ou preconceito. Salientar que mulheres não devem ser tratadas como especiais ou inferiores na comunidade e sim simplesmente iguais a qualquer um.

3) Fomentar a participação da mulher na comunidade.

Estimular que mulheres usuárias do Ubuntu participem da tradução do sistema, da lista de e-mails, do canal de IRC, Planeta e etc. Como exemplo, contamos com nenhuma mulher no nosso quadro de autores do Planeta. Fica aqui o convite para autoras a se candidatarem seguindo as instruções desse link.

Qualquer comentário, sugestão, manifestação, apoio, idéia ou previsão de números da MegaSena, não hesite em me contactar por e-mail: ubuntu@kurtkraut.net.

Abraços,
KurtKraut

[Comentar este artigo] - [Mais artigos do mesmo autor]