Archive for the 'Ubuntu' Category

Ode ao Ubuntu-PT

Thursday, May 8th, 2008

No além mar também existe Ubuntu. É o caso da comunidade Ubuntu-PT, que possui um Planeta, como também aqui temos. Em homenagem a esta comunidade, ofereço para os leitores do Planeta Ubuntu Brasil um trecho de uma obra dos mais célebres portugueses que inaugura aquilo que nos mais une Brasil e Portugal no Software Livre: a língua portuguesa.

Depois de procelosa tempestade,
Noturna sombra e sibilante vento,
Traz a manhã serena claridade,
Esperança de porto e salvamento;
Aparta o sol a negra escuridade,
Removendo o temor do pensamento:
Assim no Reino forte aconteceu,
Depois que o Rei Fernando faleceu.

“Porque, se muito os nossos desejaram
Quem os danos e ofensas vá vingando
Naqueles que tão bem se aproveitaram
Do descuido remisso de Fernando,
Depois de pouco tempo o alcançaram,
Joane, sempre ilustre, alevantando
Por Rei, como de Pedro único herdeiro,
(Ainda que bastardo) verdadeiro.

“Ser isto ordenação dos céus divina,
Por sinais muito claros se mostrou,
Quando em Évora a voz de uma menina,
Ante tempo falando o nomeou;
E como cousa enfim que o Céu destina,
No berço o corpo e a voz alevantou:
- “Portugal! Portugal!” alçando a mão
Disse “pelo Rei novo, Dom João.” -

Início do Canto IV da obra ‘Os Lusíadas‘, de Camões.

Empacotar é coisa do século passado - acordo de cooperação tecnológica

Sunday, February 3rd, 2008

Em seu blog, Ian Murdock, o fundador do Debian nos diz em ‘Como gerenciamento de pacotes mudou tudo‘ que:

Qual é o maior avanço que o Linux trouxe para a indústria ? Essa é uma pergunta interessante, e uma que na minha opinião tem uma resposta simples: Gerenciamento de pacote ou, mais especificamente, a capacidade de instalar e atualizar software através da rede de uma forma transparente, integrada e elegante, juntamente com o modelo distribuído de pacotes. (adaptado)

De fato, é um diferencial ímpar. Mas esta tecnologia do mundo GNU Linux está presa ao século passado. Os programas já compilados que instalamos nas nossas distribuições favoritas são produzidos em um processo artesanal que me remete as antigas linhas de montagem em que cada produto precisava ser manualmente embalado.

Divido aqui a comunidade de software livre em dois grandes tipos: aquela que desenvolve, que está engajada diretamente na produção de software, na programação dele. São projetos como OpenOffice, Gnome, Apache etc. Do outro lado, temos também as comunidades que distribuem esses softwares, que fazem as distribuições como Debian, Ubuntu, Fedora, ArchLinux etc. São grupos bem distintos com culturas bem distintas e integrados pela prática rococó do empacotamento.

Para efeito de conversa, pensemos no Apache, exemplo favorito de Sergio Amadeu. Quando o projeto Apache lança uma nova versão de seu software, ele lança apenas o código fonte. Cada usuário GNU Linux, para utilizá-lo, tem que baixar o código-fonte e prepará-lo para compilar. Tal tarefa não é uma das mais fáceis e exige tomada de decisão baseada em quesitos técnicos. Cada dependência, cada pedacinho que compõe o programa teria que ser separadamente baixado, compilado e configurado manualmente. Para ferramentas grandes como Gnome e KDE isso chega a levar dias. Por isso vou um pouco além de Murdock: eu diria que o GNU Linux seria insalubre se não fossem os sistemas de gerenciamento de pacotes. Tais sistemas permitem a mágica do único comando ou com um punhado de cliques, o Apache seja instalado já previamente compilado e pré-configurado para o uso mais comum.

Mas… como o pacote do Apache ou de qualquer outro software são gerados ? Eis o processo que me dá arrepios: assim que uma nova versão do software é lançada, um voluntário de cada distribuição GNU Linux existente tem que manualmente fazer o download da nova versão do programa, compilá-la, configurá-la e por tudo isso em um pacote, que por si só, o empacotamento não é um processo simples e como a compilação, exige um engajamento em questões técnicas profundas. De fato, é uma otimização. Uma pessoa faz o trabalho sujo uma vez para que as outras milhares possam queimar essas etapas demoradas e chatas.

- Oras Kurt, mas se é tão bom, do que estas reclamando ?

Homer Simpson

Bem, não posso dizer pelos outros, mas me sinto muito estúpido quando sou obrigado a fazer algo que uma máquina faria muito mais rápido e eficientemente do que eu. Se toda a internet funciona com máquinas independentes, sendo a intervenção humana resumida a alguns Homer Simpsons olhando LEDs piscarem, por que cada singelo software tem que ser manualmente baixado, compilado, configurado e empacotado ? É uma perda de material humano e de tempo.

De fato, a força do Software Livre está em sua construção colaborativa. Mas precisamos depositar força de trabalho naquilo que realmente demanda por um cérebro orgânico. Por que não criamos scripts e softwares que automaticamente criem pacotes para cada distribuição ? Por que precisamos depender de um voluntário para que tenhamos em nossa distribuição favorita um software ? Tal processo ineficiente gera distorções: algumas distribuições tem um pacote e outras não, algumas tem versões mas atuais outras com versões antiquérrimas. Se todos usamos GNU Linux, por que manter em um cenário tão desigual em termos de disponibilidade de software ?

Em vez de cada distribuição criar a cada lançamento de softwares um pacote para ele, basta cada distribuição criar uma única vez um script para empacotar o Apache e a cada nova versão deste software, o script detecta, baixa, compila, configura e põe no repositório devido (por exemplo, os testing ou development).

- Eu já pensei nisso, mas é algo difícil de se fazer…

É difícil porque cada comunidade de desenvolvimento adota padrões diferentes. Tal diversidade atrapalha a construção destes scripts e intrisicamente seu funcionamento. O que venho aqui neste artigo propor de novo é um Acordo de Cooperação Tecnológica (ACT). Se conseguirmos padronizar o modus operandi das comunidades que desenvolvem software livre e das que distribuem, esses scripts funcionariam com tranquilidade. Mas, jamais para criar um padrão único para todas as distribuições e sim acordos de duas partes envolvidas: uma distro e um software combinam um padrão para que o empacotamento possa ser realizado. É a criação de um acordo, uma promessa de se deter a um padrão e não criar um padrão único. Exemplificando: é combinar qual vai ser o uniforme de um colégio e não que todos os colégios do mundo tenham o mesmo uniforme.

Nesse acordo, os projetos de softwares livres que possuem comunidade sólidas, como os que eu mencionei ao longo deste artigo, entrariam em acordo de cooperação com os responsáveis das distribuições que os utiliza ou os distribuem automaticamente instalados (como é o caso do Gnome para Ubuntu) para estabelecer algumas regras, algumas guidelines para o lançamento de novas versões. Onde fica que o arquivo XPTO, como que é a estrutura de XYZ, onde se armazenará o metadata da descrição do programa etc… de forma que:

a) A comunidade que desenvolve o software se compromete a seguir certos padrões no lançamento de seu código fonte, estabelecidos em consenso interno e com as comunidades das distribuições.

b) Cada distribuição assinante do acordo se compromete em desenvolver e manter scripts que façam o empacotamento automático.

- E se o script em algum momento falhar ?

É aí que finalmente deve entrar a força de trabalho humana, lendo os logs do script para detectar o erro, e providenciar a correção dele junto a comunidade que desenvolve o software ou reparando o bug do script para que ele volte a ser autônomo. Também o acordo não iria engessar os desenvolvedores e arrastá-lo para padrões artificiais. Na verdade, ninguém precisa mudar de padrão. Apenas eles precisam ser estabelecidos, listados, fixados, para que os scripts possam ser construídos e funcionarem. Dessa forma, estaremos construindo toda uma cadeia produtiva de lançamento de software livre, caminhando para mais um salto evolutivo nos sistemas operacionais GNU Linux.

UPDATE: Tenho ciência que algumas distribuições mais voltadas para a compilação no ambiente do usuário (como Gentoo e ArchLinux) têm automações parecidas. Não estou aqui sugerindo um processo na relação entre o usuário e o processo de instalação de softwares e sim no processo de empacotamento que a maioria das distribuições Linux fazem entregando ao usuário binários já compilados em forma de pacotes que dependem de intervenção humana. Se observarmos os dados do Distrowatch retirados hoje, temos como distribuições mais populares:

1- PCLinuxOS - RPM
2- Ubuntu - DEB
3- OpenSUSE - RPM
4- Fedora - RPM
5- LinuxMint - DEB
6- Sabayon - Portage
7- Mandriva - RPM
8- Debian - DEB
9- Mepis - DEB
10- Damn Small Linux - DEB
11- CentOS - RPM

Excetuando o Sabayon, todos utilizam essa abordagem manual na criação de pacotes.

Claro: o pior cego é aquele que não quer ver

Saturday, September 29th, 2007

Claro

Quando adquiri uma linha da Claro, todos que conheço torceram o nariz e disseram que eu teria problemas na certa. Demorou, mas estavam corretos. A Claro tem se demonstrado ser o pior tipo de cego: aquele que não quer ver.

 

Paguei minha conta no mês de julho e até a primeira semana de setembro, eles não conseguiram detectar o pagamento da mesma. Coisa que qualquer muambeiro que vende pelo MercadoLivre consegue fazer com perícia. Fui contactado pelo setor de cobrança (que parece ter uma preferência por ligar bem cedo pela manhã) e orientado a enviar um fax com o comprovante de pagamento.

Mas pera aí, um fax ?! Estamos em 2007 ! Que tipo de empresa, ainda mais uma de tecnologia, que oferece serviço de internet móvel, se relaciona com seu cliente por um… fax ? Ah, claro, a Claro ! Me recusei a enviar o fax por meios próprios. Não tenho aparelho de fax e não tem cabimento esse equipamento em tempos atuais. Perguntei a atendente se poderia enviar o comprovante digitalizado por e-mail, ela disse que não seria possível.

 

Como não tenho fax, eu teria que ir na rua no meu escasso tempo durante o horário comercial caçar um funcionando perto de um lugar que eu trabalhe. Além disso, teria que pagar pelo envio. Oras, se eu adimpli, se eu paguei minha conta, por que tenho que pagar para provar que paguei ? Discuti com a atendente que isso não fazia sentido e ela concordou (em algum acesso raro de lógica por parte de alguém que trabalhe lá).

 

A atendente me sugeriu que eu fosse até uma loja própria da Claro e pedisse lá que me enviassem o tal fax. Agora sim fazia sentido, eu seria atendido presencialmente num estabelecimento da empresa e lá fariam os trâmites corretos. Assim que fiz, fui numa dessas lojas próprias cujo endereço a atendente me passou e entreguei o comprovante original de pagamento explicando meu caso. A moça que me atendeu dirigiu-se para trás do balcão, passou o fax na minha frente e me entregou o comprovante, agradecendo e desejando-me um bom dia. Considerei o problema resolvido até que 3 dias depois, numa manhã de sábado meu telefone toca. Era o setor de cobrança da Claro, adivinhem, cobrando a conta de julho. E para eles, nenhum fax foi enviado. Incrível, não ?

 

E agora, o que farei ? Me recuso a pagar para provar que cumpri com meus compromissos fiinanceiros. Tentei utilizar o serviço EmailFax.com.br para cumprir a missão, mas com esse serviço não é possível enviar sinais DTMF antes do sinal de fax, tornando-se impossível navegar em um menu antes de mandar o sinal de fax, que é o caso do atendimento da Claro.

 

Meu karma com fax não para por aí: só esse ano a incompetência da ItauSeguros a fez perder duas vezes documentos que enviei por fax sobre o furto do meu carro. Será que essas empresas não perceberam que fax é um veículo caro, lento e problemático ? Estamos em plena era das multifuncionais… se você solicita que seu cliente envie uma imagem digitalizada, ela pode ser arquivada na empresa, replicada para vários setores, aparecer na tela do atendente do callcenter… enfim, possibilidades infinitas. Agora quando insistem que dados e documentos sejam transmitidos e armazenados em fiinas folhas curvas de papel, os acidentes são recorrentes e meu caso é para provar isso.

 

Se tratando de fax, o Ubuntu Gutsy Gibbon, próxima versão do sistema que será lançado no dia 18 de outubro tem novidades. O pacote hplip-gui trás uma ferramenta para envio de faxes e um address book de contatos para as multifuncionais da HP com suporte a fax. Apesar de ter encontrato impressoras dessa modalidade a partir de 300 reais, não é o meu caso. Possuo uma Photosmart C3180 que para minha surpresa foi automaticamente detectada e instalada no Gutsy: bastou ligar ela na tomada e no cabo USB que sem qualquer clique ou configuração, o Ubuntu a detectou e a ativou pronta para uso.

 

Por fim, queridos profissionais de TI: utilizem um neurônio a mais e por favor, implementem um sistema de recebimento e gerenciamento de imagens em anexo por e-mails. Isso qualquer sobrinho seu que saiba PHP poderá fazer por um preço bastante singelo. Ele pode usar a API do EmailFax.com.br. E quem sabe com a economia que o sistema gerará e a satisfação do cliente você conseguirá ser promovido… seria uma boa, não ? Nem precisa dizer que fui eu que deu a idéia :D

Fotos da Festa Edgy no Rio e Floripa

Sunday, November 5th, 2006

Logo depois da Festa Edgy no Rio de Janeiro tive que viajar a trabalho para uma reserva ecológica no litoral de São Paulo. Depois de charfurdar em muito manguezal e também uma picada de vespa para ganhar um terceiro cotovelo, chego em casa em farrapos para ainda em tempo postar as fotos da Festa Edgy no Rio e em Florianópolis, a pedido do BradocK.

Rio de Janeiro

Na fileira da esquerda, de cima para baixo: Ibsen, Junix, eu, Turicas

Na fileira da direita, de cima para baixo: Krysamon, Nelson, estranho, lsilva e Ricardo Pinheiro.

Tanto no Rio como em Floripa As pizzas e CDs circulavam enquanto a prosa e a confraternização rolava solta. Obrigado a todos que participarem dessas festas e outras no Brasil como em Teófilo Otoni (MG) Salvador (BA), Vitória da Conquista (BA), Joinville (SC) e Aracaju (SE).

Festa Edgy Rio de Janeiro: MARCADA

Sunday, October 22nd, 2006

Conforme votação aberta em http://wiki.ubuntubrasil.org/FestaEdgyRJ foram selecionados o local, data e hora para a comemoração da chegada da salamandra (Edgy Eft), a próxima versão do Ubuntu a ser lançada nessa semana. Confira os dados:

Local: Pizza & Grill Largo do Machado (ao lado do metrô)
Data: 27/10/06 (sexta-feira)

Hora: 19h

São todos bem-vindos. Quem usa Ubuntu, quem não usa, quem quer conhecer mais sobre o Software Livre e GNU e quer ter uma prosa franca ao vivo com quem usa. Tragam esposas, amantes, filhos, sogras, colegas de trabalho, todos para confraternizarmos e comemorarmos uma nova versão do Ubuntu.

O local escolhido é um rodízio de pizza bastante inusitado, com mais de 180 sabores incluindo alguns assustadores como pizza de sushi ou pizza de bobó de camarão, além é claro, de sabores tradicionais como calabresa. Também servem refrigerantes em 2L para dilatar bem o estômago e encher a pança de forma bem econômica. Afinal, dieta se começa na segunda-feira, não sexta, no dia da festa.

Espero encontrar vocês lá. Não se acanhem, ninguém se conhece bem. Colocarei CDs do ShipIt empilhados na mesa para fácil identificação. Ah, se alguém que use Fedora e OpenSUSE puder ir eu agradeço. Depois do último evento de SL que fui me interessei pelos projetos e gostaria de conhecer melhor.

Para outras cidades, verifique as datas/horas/locais de comemoração clicando aqui.

ntfs-3g no Universe do Edgy

Thursday, October 5th, 2006

 

O pacote do ntfs-3g já está disponível nos repositório Universe do Edgy. Agora será bem mais simples para os usuários que ainda permanecem com dual boot ter permissão de escrita em suas partições NTFS.

O uso do ntfs-3g é bem estável e seguro a que tudo indica. Mas, não é perfeito. Vi num blog de um rapaz que fez alguns stress tests e alguns arquivos maiores que 4gb corromperam. Então fica a dica de evitar gravar arquivos nessa grandeza. Essa novidade é um passo importante pois aproxima mais o Ubuntu das soluções ‘out of the box’. Creio eu que o que falta para que o ntfs-3g entre no main e até venha junto no LiveCD é uma maturidade maior do projeto e do código fonte. Atingindo-se isso, é um sério candidato a ser incorporado no Ubuntu por padrão.

Festa Edgy Rio de Janeiro. E a hora da salamandra !

Saturday, September 30th, 2006

Para quem mal se acostumou com o Dapper, prepare-se: o Edgy já está por vir. Está previsto para ser lançado dia 26 de outubro. E para não perder o costume, vamos comemorar !

Se você estiver no Rio de Janeiro na semana do dia 26 de outubro, cheque este wiki. Nele, você poderá votar numa data, hora e local de sua preferência para que os usuários Ubuntu presentes na cidade maravilhosa possam se encontrar e festejar a nossa nova versão.

Conhece ninguém ? Nem nós ! É tímido ? Todos nós somos. Todos são convidados a confraternizar independente de que distribuição use ou até sistema operacional. Que tal trazer aquele seu conhecido que está doido para experimentar o Linux mas ainda tem medo ? Ele poderá ter uma sessão particular de tira-dúvidas regada a muita cerveja :P

Para festas em outros municípios, confira esta página.

Aguardo todos vocês.

Edgy Eft não terá mais kernels p/ k7 e 686

Sunday, September 10th, 2006

Além dos cassetes, os k7 também serão coisa do passado. Quem tem acompanhado o desenvolvimento do Ubuntu Edgy Eft e utilizava um kernel específico para as arquiteturas k7, 686 ou amd64 já deve ter notado a presença de um linux-image-generic no lugar de seu kernel habitual.

Pois bem, em recentes benchmarks (bem simples diga-se de passagem) notaram que não havia um considerável ganho de desempenho entre um kernel 386 e outro 686 que justificasse o custo operacional de manter o kernel especial. O mesmo se verificou entre as variantes amd64-generic e amd64-xeon.

Um único teste foi realizado comparando o kernel compilado para 386 e para k7. As diferenças foram maiores do que as encontradas entre 386/686. Mas ainda assim não acharam justificável a permanência do linux-image-k7.

Sendo assim, os pacotes linux-image-generic nos desktops e o linux-image-server nos servidores irão atender os processadores das famílias 686 e k7 sem otimizações específicas para os mesmos. As variantes 64 bits como amd64-k8 ou amd64-xeon deixarão de existir e estes processadores serão atendidos por um kernel de fato compilado para 64 bits mas com o nome linux-image-generic por uma questão de simplificação. Resta aos adictos pelos kernels especiais a tarefa de compilá-los por conta própria. Outros pacotes compilados de forma especial como o mplayer, mencoder, ardour e Xen permanecem na forma que estão.
Apesar de eu concordar que mais testes são necessários, essas alterações não devem causar decréssimo notável de desempenho por parte do usuário por mais que soe de início. Portanto, nada de alardes. Mas fica o convite a todos a fazerem mais benchmarks que tragam números que talvez demonstrem que essa decisão não deveria ter sido tomada, porém, até agora nenhum surgiu nesse sentido.

O Edgy tem sim ganhos de performance, vindo de reorganizações do processo de boot, de desligamento e até do LiveCD. Além, é claro, das melhorias costumeiras das novas versões de todos os pacotes. O que deve vir a tona para próximas versões são as discussões sobre medidas mais intrusivas na melhoria de performance como preload ou o prelink.

O preload analisa os hábitos do usuário e a partir desta análise prevê quais aplicações serão abertas em seguida no sistema e já as carrega juntamente com suas dependências para acelerar a abertura mediante a solicitação do usuário.

Já o prelink faz a ligações das aplicações com suas bibliotecas e armazena estas informações que usualmente são criadas cada vez que o programa é aberto. Como haverá uma espécie de ‘cache’ para estas ligações, o processo de abertura de programas que requerem muitas bibliotecas deverá ser acelerado. Há obviamente um custo: a instalação de programas via APT passa a ser mais demorada e a interrupção do processo de prelinking pode causar a quebra do sistema ou aplicação. O Fedora e o SuSE já usam prelink por padrão em algumas aplicações específicas.

DVD no Edgy Knot 2

Thursday, September 7th, 2006

Continuando a conquista do ambiente terrestre e cada vez menos dependente da água, vamos agora configurar um DVD no Edgy Knot 2.

O procedimento em parte continua o mesmo do Dapper: instalar o pacote libdvdread3. Mas a diferença para por aí. Depois de ter esse pacote instalado, é necessário rodar um script para baixar o libdvdcss2. O que de fato mudou foi o caminho desse script, o que não está documentado até então e erroneamente exibido no packages.ubuntu.com. Para concluir a instalação do ‘codec’ de DVD:

sudo /usr/share/doc/libdvdread3/install-css.sh

É importante que nenhum outro instalador como apt-get, aptitude ou Synaptic estejam em uso durante a execuçao do comando acima. E chazan, DVD pronto para rodar filmes :D

PPPoE no Edgy Eft Knot 2

Wednesday, September 6th, 2006

Salamandra

Cansado da estabilidade do Dapper, forrei minha cama com plástico e resolvi instalar o Edgy Eft na versão Knot 2. Trata-se de uma segunda prévia da próxima versão do Ubuntu, a ser lançada em meados de outubro. Como ainda falta um bocado para o lançamento, está longe do sistema estar pronto para uso, portanto, é brincar com fogo.

O primeiro fósforo que risquei foi tentando atualizar o Dapper para o Edgy. Me queimei. Este experimentos rendeu a comunidade 3 relatos de bug. As respostas foram muito rápidas. Um deles foi resolvido em menos de 6h. Mas eu já estava ansioso demais: acendi a fogueira e instalei o Edgy Eft Knot 2 do zero.

E cá estou, escrevendo este post para você. Mas nem tudo foi tão simples. Em menos de 1h de uso já dois erros inesperados aconteceram aqui e também os relatei. Portanto, friso aos aventureiros o devido cuidado para não fazer xixi na cama.

Mas eu diria que o pior problema foi a dificuldade de se configurar uma conexão ADSL com PPPoE. Ainda não está corrigido esse problema mas no Launchpad Andreas Simon nos tras uma solução. Eis ela:

Abra o Terminal ou equivalente e digite o seguinte comando:

sudo gedit /usr/sbin/pppoeconf

Desça até a linha 22 e adicione o símbolo # como primeiro caractere da linha. O mesmo para as linhas 23 e 24, ficando assim:

# elif [ -x /usr/bin/zenity ] ; then
# DIALOG=”zenity”
# X11=”-X”

O vilão do problema é o zenity, que geraria a interface de configuração do PPPoE se não estivesse defeituoso. Comentando estas linhas, estamos desabilitando o zenity e fazendo com que o Xdialog assuma essa função. E chazan, basta tentar rodar o sudo pppoeconf denovo e ele funcionará como no Dapper. O mesmo procedimento vale para o Edgy sendo rodado como LiveCD.

De resto, recomendo todo cuidado. Em caso de incêndio, os bombeiros podem não chegar a tempo.

Windows a Vista, Ubuntu a prazo

Sunday, August 27th, 2006

De acordo com recentes análises feitas pelo guru Open Source Eric Raymond, com os recorrentes atrasos do Windows Vista, criou-se uma janela de tempo onde o sistema operacional dominante no mercado pode mudar e todos os demais existentes podem ganhar ou perder fatias de usuários. Ainda segundo Raymond, essa janela se fechará em 2008 com a conclusão da migração do mercado da arquitetura 32-bits para 64-bits.

Os questionamentos levantados por ele são muito pertinentes. Já passou da hora do Linux deixar de estar recluso a alguns geeks e aventureiros e começar a conquistar o usuário leigo, que está pouco incomodado com questões filosóficas e de liberdade. Para ele é importante que o sistema funcione para as tarefas que ele quer, com os gadgets dele, com a webcam dele, o scanner que ele já tem e o mp3 player de preferência dele.

Se não conquistarmos essa fatia de usuário, que convenhamos é a maioria, o Linux não será muito diferente do que é: continuará no gueto. É essa preocupação com o usuário que usa o computador como ferramenta e não como finalidade que está faltando e nessa altura do campeonato, essa questão é mais importante do que questões de liberdade de software.

Com a chegada oficial do Windows Vista nas lojas e camelôs, a migração para o Linux e para o Ubuntu derá mais penosa pois perderemos muito terreno:

  • Deixaremos de ser a novidade, pois a novidade será o Windows Vista.
  • Deixaremos os detentores da segurança, pois o Windows Vista irá melhorar sua segurança.
  • Deixaremos de ser o mais bonitinho, pois o Windows Vista terá eye candy.
  • E a lista prossegue. O raciocínio do usuário de computador comum será bem lógico: ‘Por que romper com todos os softwares que tenho, toda a minha compatibilidade, minha webcam, meu scanner em troca de um sistema operacional Linux ? Se é para mudar, mudo para o Vista.‘ E vai ser difícil convencê-lo do contrário. Questões de liberdade ? Aqui se preza mais a liberdade de copiar um CD do Windows do que ter acesso ao código fonte.

    Eu sei, eu sei. Windows Vista é um monstro no quesito consumo de hardware e poucos computadores domésticos atuais poderão recebê-lo. Mas isso é uma doce ilusão. O mercado de computadores está extremamente aquecido. Em 2006, pela primeira vez a venda de computadores ‘de marca’ superou a venda de computadores ‘montados’ e as pessoas irão sim fazer upgrade. O que antes eram apenas os jogos 3D puxando para cima as especificações de hardware, agora o sistema operacional majoritário irá também induzir a aquisição de máquinas mais potentes.

    Enfim, mesmo que você não concorde com essas análises minhas e do Raymond, o que é inegável é que o Windows é o sistema majoritário no mundo e no Brasil e mesmo antes do lançamento do Vista o Império de Redmond está na nossa frente. Como o primeiro bug registrado do Ubuntu é o fato da Microsoft deter o monopólio do mercado, temos que aqui no Brasil planejar bem nossas ações de correção deste bug.

    Então, por uma questão de planejamento, desenterro um termo cunhado pelo nosso ex-presidente Juscelino Kubitschek, o ‘Plano de Metas‘. Como o Ubuntu lança versões semestralmente, nossa comunidade se renova semestralmente também. O que proponho é um Plano de Metas para cada lançamento. Tarefas a serem cumpridas, metas a serem atingidas até o dia do lançamento de uma dada versão.

    Seriam em maioria grandes metas, metas genéricas, conquistas em geral. Mas não estão excluídas as pequenas metas, a conclusão de pequenos projetos. Alguns exemplos ? Vejamos:

    Metas para o Edgy:

    - Realização da Festa de lançamento do Edgy em todo o país (assim como no Dapper).

    - Resguadar toda a documentação do Dapper enquanto durar o LTS (~ 3 anos).

    - Atualizar toda a documentação para o Edgy, exceto as cópias da documentação do Dapper. resguardadas.

    - Campanhas de conscientização quanto ao uso dos CDs do ShipIt.

    - Anúncio a imprensa especializada brasileira sobre o lançamento do Edgy.

    Metas para a versão posterior ao Edgy (Edgy+1):

    - Realização da Festa Edgy+1.

    - Massificação das camisetas do Ubuntu Brasil, seja por vendas, seja por ‘Faça você mesmo’.

    - Projeto AgenciaDeNoticas em pleno funcionamento.

    - Atualizar toda a documentação para o Edgy+1, exceto as cópias da documentação do Dapper resguardadas.

    - Material comparativo entre Ubuntu Edgy+1 e Windows Vista, com inspiração no www.whylinuxisbetter.net

    Metas para a versão posterior ao Edgy+1 (Edgy+2):

    - Encontro Nacional do Ubuntu Brasil

    E a lista segue. Esses itens foram levantados em reuniões informais com o pessoal do Time de Documentação. Alguns itens poderiam sair assim como muitos outros poderiam ser incluídos. O que gostaria de frisar é que quem faz essa lista somos todos nós da comunidade Ubuntu Brasil. O que apenas faço aqui é tentar estimular esse nosso hábito de planejamento pois, com o Windows a Vista, temos que pensar no Ubuntu a prazo.

    Você tem alguma idéia ? Alguma sugestão ? Os comentários desses post estão a sua disposição. Vamos pensar junto no nosso plano de ação do Ubuntu no Brasil !

    Conto com vocês,

    Kurt Kraut

    Uma linda mulher, escargot e CDs do ShipIt.

    Thursday, August 17th, 2006

    Cena do filme 'Uma Linda Mulher'

    Eu fico muito chateado quando tropeço em fóruns, no IRC ou em lista de e-mails com usuários de banda larga que solicitaram os CDs gratuitos do ShipIt. Já me rotularam de mal humorado, carrancudo e até de troll por conta disso. Mas eu não posso tolerar a perpetuação do ‘de graça até injeção na testa’. Não é à toa que o TSE proibiu nestas eleições o uso de chaveiros, brindes e outros agrados gratuitos.

    O motivo deste post é um vídeo no YouTube de um indivíduo que destrói a machadadas os CDs do ShipIt, sem vergonha de demonstrar o prazer que sentia nisso. Ao ver o vídeo, tire as crianças da sala, tampe os olhos da sua avó pois a violência é explícita.

    Esse vídeo não é caso isolado. Já vi fotologs, blogs e outros relatos de pessoas dizendo coisas como ‘pedi para ver se era verdade. Agora que chegou meus 45 CDs, vou jogá-los fora.‘ ou ‘estava com preguiça de fazer o download da ISO‘.

    Esses CDs, na minha opinião, só deveriam ser remetidos para eventos, palestras e encontros. Dar um CD do Linux para alguém sem nenhuma explicação extensa ou acompanhamento me faz lembrar a clássica cena do filme ‘Uma Linda Mulher‘. Nele, servem à personagem interpretada por Julia Roberts um prato de escargot. Puseram na frente dela uma refeição exótica, incompreensível e complexa à primeira vista. E os resultados acidentados do filme podem se repetir nos computadores das vítimas que receberam os CDs dessa forma.

    Ao dar um CD do Linux ou do Ubuntu mesmo para alguém você tem que deixar esta pessoa ciente do que é o Software Livre, o que é o Linux, o que ela vai precisar para usar, por que é vantajoso para ela usar, quais os requisitos e como e onde obter ajuda.

    Pois, sem essas explicações, esses CDs gratuitos são interpretados da mesma forma como os epidêmicos CDs da UOL e AOL: material para recliclagem, lixo, freesbie, porta-copo, decoração de boate etc.

    Portanto, se você quer divulgar o Ubuntu de forma apelativa, sim, use os CDs do ShipIt seguindo os preceitos que eu disse acima. Agora se você já tem um amigo, primo, conhecido que já está ávido pelo Linux e irá impreterivelmente experimentar essa novidade, isso já é índio catequizado. Poupe os CDs do ShipIt e de a ele um CDR gravado.

    Estes CDs são patrocinados pela Canonical, empresa fundada com recursos do Mark Shuttleworth. O Mark mantém financeiramente, além de iniciativas do Software Livre, atividades de caridade. Cada dólar desperdiçado com um CD do ShipIt mal empregado, é um dólar que deixou de ser usado em favor do Linux. Ou pior, um dólar que deixou de ser usado em uma questão diretamente humanitária.

    Se você de fato precisa destes CDs, não tem conexão banda larga ou qualquer outro problema, recorra a página que criei para este fim: CDsNoBrasil. Nela estão indexadas por regiões e versões pessoas que têm estes CDs sobrando. Algumas delas mandam até por correio para você, muito mais rápido que os 2 meses de espera pelos CDs do ShipIt.

    Bom, esta aí o meu apelo. Espero poder contar com o bom senso de vocês.

    Oráculo para o Guia

    Saturday, August 12th, 2006

    Cenas do filme 'Matrix'

    Depois de pedir um pouco de açúcar para o Guia Ubuntu Brasil, agora peço um pouco de clarividência. Para quem está comendo mosca, o Guia Ubuntu Brasil é uma versão adaptada, modificada e melhorada do Ubuntu Guide feito pelo malaio Chua Wen Kiat. Nele, uma série de procedimentos básicos do Ubuntu são descritos, desde gerenciar usuários até montar partições, sendo um farto ponto de referência para os usuários inciantes e até mais experientes.

    Minha intenção pessoal é conduzir o Guia mais ainda para o usuário iniciante. Como a quantidade de informações contidas no Guia é extensa, de embaralhar a vista, além de dividir em páginas menores por categorias, queria disponibilizar um Oráculo para o Guia, como anunciado em reunião previamente.

    Este Oráculo seria um código feito em PHP ou equivalente que geraria uma caixa de texto no site do Guia para que o usuário digite sua pergunta, por exemplo, ‘Como instalar os drivers da NVIDIA ?‘. O código do Oráculo iria verificar numa tabela de palavras-chave que perguntas contendo *instalar*nvidia* devem ser respondidas com uma página X do Guia, e irá apresentar ao usuário as páginas que ele achou que devem conter a resposta. Assim, basta o usuário fazer sua pergunta como se fizesse via IRC ou via mailing-list e terá sua dúvida sanada pelo Oráculo.Além do Oráculo perguntar se a página que ele indicou atende a dúvida, ele irá registrar com precisão todas as perguntas que ficaram sem resposta. Assim, nosso Time de Documentação pode desenvolver documentação seguindo a demanda real dos usuários. Fora a divisão de páginas por categoria e a implementação do Oráculo, pretendo aplicar o layout ganhador feito pelo vdepizzol para o concurso de design para o Guia e publicar versões em PDF.

    Bem, agora vem a convocatória: se você é programador PHP, Python, Perl, Ruby etc e gostaria de desenvolver o Oráculo, por favor, me acione pelo e-mail ubuntu[em]kurtkraut.net. O código do Oráculo deverá ser distribuído em licença GPL ou similar.

    Não pense que ‘ah, como o Kurt anunciou no Planeta, com certeza alguém vai se oferecer’. Nada disso meu caro. É difícil achar programadores que dêm apoio a esses projetos de documentação, portanto, seja você um Darth Vader da programação ou um iniciante, ofereça a sua ajuda !

    Qualquer dúvida é só perguntar,

    Linux e Direção

    Thursday, August 10th, 2006

    Cockpit de um carro

    Lembro-me muito bem do primeiro dia na auto escola. Sentei no banco do motorista e enquanto meu instrutor ia dando orientações gerais, eu ia varrendo o olhar no interior do carro checando as informações que ele ia passando. Depois de ter explicado alguns itens do painel, ele me deu instruções sobre a postura que eu deveria permanecer no carro e o que eu deveria fazer. Até que comecei a notar que:

  • Eu tinha apenas dois olhos, mas tinha que olhar para três espelhos
  • Eu tinha apenas duas pernas, mas tinha que pisar em três pedais.
  • Eu tinha apena duas mãos. mas tinha que segurar o volante com as duas e ainda passar a marcha.
  • Minha primeira conclusão: sou deficiente. Pois faltavam olhos, pernas e mãos para dirigir. Mas rapidamente me lembrei que muita gente dirigia e que se fosse tão difícil e caótico como parecia, não teria tanta gente conduzindo pelas ruas. Tomei coragem e comecei a dirigir. As aulas terminaram, fui aprovado no DETRAN e hoje dirijo perfeitamente, com uma destreza bem superior a minha primeira impressão sobre espelhos, pedais e volantes.

    Ao pousar no Linux e no Ubuntu pela primeira vez, talvez você terá a mesma sensação que tive diante do volante. Sensação de que faltava muito coisa para conduzir aquela máquina. Mas é uma questão de puro condicionamento. O Linux faz tudo que seu sistema operacional anterior fazia. Apenas os menus, botões e configurações se encontram em lugares diferentes, com nomes diferentes, mas nada além da sua capacidade de aprender.

    No início, se começa dirigindo ruim, deixando o carro morrer, pondo em risco outros veículos. Mas progressivamente se aprende a dirigir. Basta querer. Com o Linux é a mesma coisa. Portanto, se você vai experimentar o Ubuntu, coragem, insista. E se você já tem o Ubuntu instalado e ainda mantém o Windows em dual boot, tome coragem ! Remova o Windows ! Só se aprende a dirigir dirigindo.

    Pondo a carroça na frente dos bois

    Tuesday, June 27th, 2006

    E não é que fizemos o segundo podcast do Planeta Ubuntu Brasil ? Enquanto não publico com a pauta do que foi discutido, os mais apressados podem já baixar via torrent os arquivos completos e ainda enfartar de rir com algumas pérolas dos bastidores :P Confira os links abaixo:

    Primeiro bloco - OGG (14.9mb) / MP3 (17.2mb) com duração de 37:35
    Segundo bloco - OGG (11.4mb) / MP3 (14mb) com duração de 30:41
    Terceiro bloco - OGG (17.1mb) / MP3 (21.4mb) com duração de 46:47
    Quarto bloco - OGG (1.4mb) / MP3 (1.8mb) com duração de 3:57
    Pérolas - OGG (2.9mb) em tar.gz

    Para maior qualidade e menor tamanho de arquivo, prefira o formato OGG. Se você está nos acompanhando pelo Windows, poderá ouvir OGG pelo Winamp ou em outros players como Windows Media Player instalado este codec.

    O quê ? Não sabia que temos podcast ? Aliás, você sabe o que é um podcast ? No nosso caso, nada mais é do que um talk show falando sobre Ubuntu e Software Livre. Recomendo você ouvir nosso primeiro podcast clicando aqui.