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	<title>Kurt Kraut &#187; tecnologia</title>
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	<description>um professor de Biologia e consultor de tecnologia no mundo do Software Livre</description>
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		<title>Drosophila melanogaster</title>
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		<pubDate>Tue, 28 Oct 2008 21:34:49 +0000</pubDate>
		<dc:creator>KurtKraut</dc:creator>
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Fiquei encantado com o recém-lançado serviço Gengibre.com.br. A definição mais minimalista dele seria &#8216;um Twitter de voz por telefone brasileiro&#8217;. Fiquei tão empolgado com este serviço aqui no Brasil &#8211; que já existe lá fora como o Spoink.com &#8211; que pretendo publicar uma crônica diária em voz, falando do que der na telha. As pessoas [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.kurtkraut.net/blog/wp-content/uploads/2008/10/drosophila_melanogaster.jpg"><img class="alignright size-full wp-image-90" style="margin: 5px;" title="drosophila_melanogaster" src="http://www.kurtkraut.net/blog/wp-content/uploads/2008/10/drosophila_melanogaster.jpg" alt="" width="400" height="251" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">Fiquei encantado com o recém-lançado serviço <a href="http://www.gengibre.com.br" target="_blank">Gengibre.com.br</a>. A definição mais minimalista dele seria &#8216;um <a href="http://www.twitter.com" target="_blank">Twitter</a> de voz por telefone brasileiro&#8217;. Fiquei tão empolgado com este serviço aqui no Brasil &#8211; que já existe lá fora como o <a href="http://www.spoink.com" target="_blank">Spoink.com</a> &#8211; que pretendo publicar uma crônica diária em voz, falando do que der na telha. As pessoas estão acostumadas a me ler ou ouvir falando sobre tecnologia. O <a href="http://vinialves.wordpress.com/" target="_blank">vinialves</a> já dizia que por eu ser polivalente (ser professor de Biologia &amp; geek), haveria muita gente interessada nas coisas que tenho para falar sobre assuntos dos mais diversos.</p>
<p style="text-align: justify;">Então começo aqui esse experimento da crônica diária ou &#8216;diário de bordo&#8217;. Ao primeiro <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Insight" target="_blank">insight</a>, sacar o telefone, ligar para o Gengibre e mandar ver no que estava pensando na hora. Falei e falarei de improviso, logo, a forma e o conteúdo serão cunhados pela expressão da fala. As hesitações, as gaguejadas e o modo de concatenar idéias serão típicos da língua falada. Essa característica já desponta nesse primeiro post. Ele é um misto de &#8217;saúde pública&#8217; com <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Ensaio_sobre_a_cegueira" target="_blank">&#8216;Ensaio sobre a cegueira</a>&#8216;. Sim sim, esse livro/filme mesmo. Pois, assim como preferimos não enxergar as mosquinhas e formigas ou se enxergamos, pormenorizá-las, nosso modo de vida atual nos ensinou a ignorar aquilo que está ali, irrefutavelmente na nossa cara.</p>
<p style="text-align: justify;">Chega de ler. É hora de ouvir. Fico ansioso pelos comentários e críticas de vocês. Dê play no flash abaixo:</p>
<p style="text-align: center;"><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="200" height="100" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="src" value="http://www.gengibre.com.br/flash/miniplayer.swf?castId=V1G00P0&amp;color=1&amp;" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="200" height="100" src="http://www.gengibre.com.br/flash/miniplayer.swf?castId=V1G00P0&amp;color=1&amp;"></embed></object></p>
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		<title>Em resposta ao Oheremita: pensando sobre o ato de estudar</title>
		<link>http://www.kurtkraut.net/blog/2007/em-resposta-ao-oheremita-pensando-sobre-o-ato-de-estudar/</link>
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		<pubDate>Sat, 08 Sep 2007 23:38:42 +0000</pubDate>
		<dc:creator>KurtKraut</dc:creator>
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Este post é uma resposta a outro post escrito por Oheremita em seu blog em julho deste ano. Nele, Oheremita nota algo que usualmente deixamos escapar: lembramos com detalhes de muitos filmes que já vimos,  até os que não gostamos. Mas dificilmente lembramos do conteúdo que aprendemos na escola, as vezes, a até a [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center"><img src="http://farm1.static.flickr.com/81/270253472_9a6f754176_o.jpg" alt="" width="500" height="375" /></p>
<p>Este post é uma resposta a outro <a href="http://oheremita.blogspot.com/2007/07/pensando-sobre-o-ato-de-estudar.html" target="_blank">post</a> escrito por Oheremita em seu blog em julho deste ano. Nele, Oheremita nota algo que usualmente deixamos escapar: lembramos com detalhes de muitos filmes que já vimos,  até os que não gostamos. Mas dificilmente lembramos do conteúdo que aprendemos na escola, as vezes, a até a matéria que foi vista essa semana. E conclui dizendo:</p>
<blockquote><p><em><span style="font-family: arial;"> Hoje temos a “tecnologia”, efeitos especiais, podemos criar dinossauros como se fossem de verdade, naves espaciais, mundos imaginários, gerras cataclísmicas (&#8230;).</span><span style="font-family: arial;"> Penso que se usarmos nossa capacidade e transformarmos nossa escola, de inspetora para orientadora, e a tecnologia das artes cênicas, mais notadamente o cinema, para ensinar aos nossos filhos, poderemos dar mais um passo rumo a uma civilização&#8230;</span></em></p></blockquote>
<p>Realmente, hoje a escola parece mais inspecionar do que orientar. É que o mundo mudou muito mais rápido do que ela consegue entender e nesse descompasso quem mais perde é o professor e o aluno. Mas não foi a escola que, de repente, se tornou desinteressante. Foi o mundo que passou a ser muito mais interessante que a escola.</p>
<p>O professor hoje raramente dispõe mais do que <strong>5</strong> cores de giz para utilizar no quadro negro enquanto o aluno tem no bolso da calça um display <strong>LCD</strong> da ordem de milhões de cores acoplado em um celular repleto de jogos. Um mero prato de arroz, feijão e bife tem muito menos sabor do que os biscoitos ultravitaminados, hipercoloridos que explodem na boca, deixam a língua azul e ainda com direito a brinquedinho novo no final. Tanto os professores como os pais cairam numa luta desleal contra a parafernália atual que desvia a atenção de nossos jovens e os viciam. Vício ? Sim, vício por estímulo.</p>
<p align="left">Veja como os sentidos da geração que hoje freqüenta a escola é bombardeada. No visual, quase tudo ou pisca ou brilha no escuro. Na audição, os <strong>mp3</strong> players, os toques de celular, o <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Surround" target="_blank">surround</a> na TV em casa. No tato os diversos tecidos, texturas, cama de mola, os infláveis, os emborrachados (e indestrutíveis). No paladar os biscoitos ultravitaminados, os refrigerantes, iogurtes. No olfato os perfumes, tanto as colônias para passar no corpo como também no cheiro artificial dos brinquedos. E raramente os sentidos são estimulados sozinhos: pense no quão forte é o gosto e o cheiro de um pacote de <a href="http://www.cheetos.com.br/" target="_blank">Cheetos</a>, como são barulhentos e piscantes os brinquedos de camelô ou ainda os controles de videogame que tremem quando algo acontece na tela.</p>
<p>Nossos jovens são viciados em estímulos. Não me excluo disso: também sou. Estamos tão acostumado a ter nossos sentidos estimulados que poucas quantidades de estímulos são desinteressantes ou entediantes. É assim que o joguinho de celular é mais interessante que uma aula de <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Biologia" target="_blank">Biologia</a>. É assim que um pacote de <a href="http://www.trakinas.com.br/trakinas/page?PagecRef=1" target="_blank">Trakinas</a> é mais interessante que o arroz e feijão.</p>
<p>Resta então uma dúvida cruel para a escola: como combater o desinteresse dos alunos ? Combatendo o vício dos estímulos, fazendo-os desacelerar o ritmo louco que vivemos hoje e tentando proporcionar a eles uma vida mais pacata (e até saudável) ou tornar o espaço da sala de aula também hiperestimulante para fisgar os alunos ? Me parece que a maioria tem optado por combater fogo com fogo: entrando na era do hiperestímulo.</p>
<p>Quem deslancha na ponta, como era de se esperar, é a rede privada não-tradicional. Cursos de inglês, por exemplo, já têm em redes inteiras datashow e computador em cada sala de aula, onde as aulas são ministradas com recursos multimídia do computador, permitindo interatividade sob o acompanhamento de um professor. Aos poucos também as escolas regulares estão entrando nessa onda, principalmente com a disseminação dos &#8216;<strong>Colégios e Cursos</strong>&#8216;, pois, por terem uma cultura de pré-vestibular, trazem o perfil do professor showman, que usa microfone, que ensina coreografias, danças e músicas para fixação do conteúdo.</p>
<p>Qualquer que seja a abordagem, seja no desacelerar em busca de uma escola mais zen ou numa escola multimídia e jovem, a peça mais importante é o professor. Ele precisa ser capacitado para ambas abordagens e no caso da segunda, ela precisa ser feita com Software Livre.</p>
<p>Afinal, <strong>educação em tecnologia sem Software Livre não é educação: é adestramento</strong>. No máximo, treinamento. Uma escola que oferece uma formação para a atualidade não pode apenas tratar o computador como um o templo da dupla &#8216;<a href="http://www.kurtkraut.net/blog/2007/o-erro-e-mais-didatico-que-o-acerto-andrea/" target="_blank">Editor de texto e impressora</a>&#8216;. Da mesma forma como a escola tem que oferecer um letramento textual, permitindo que o aluno aprenda a ler, escrever, interpretar e se expressar, tem que também oferecer um <strong>letramento digital</strong>. Desmistificar a tecnologia, o funcionamento da internet, as novas relações humanas, financeiras e intelectuais estabelecidas através da internet e novos os paradigmas de propriedade intelectual. Por acaso existe algo melhor que Software Livre para fazer isso ? Acho que não <img src='http://www.kurtkraut.net/blog/wp-includes/images/smilies/icon_biggrin.gif' alt=':D' class='wp-smiley' /> </p>
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		<title>O erro é mais didático que o acerto, Andréa</title>
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		<pubDate>Tue, 28 Aug 2007 22:00:54 +0000</pubDate>
		<dc:creator>KurtKraut</dc:creator>
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		<description><![CDATA[
Depois que o jornal Estadão cantou de galo sobre a blogosfera tentando semear no público uma desconfiança sobre a inteligência coletiva disseminada pela internet, ficou claro e documentado que a mídia tradicional não consegue compreender os rumos que a atualidade tem apontado na criação, gestão e disseminação da informação além do olhar preconceituoso e pueril [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center"><img src="http://farm2.static.flickr.com/1014/1260453735_a07ec5fbb6_o.jpg" alt="" width="457" height="432" /></p>
<p align="justify">Depois que o jornal <a href="http://www.estadao.com.br/" target="_blank">Estadão</a> <a href="http://incendioacidental.blogspot.com/2007/08/estado-declara-guerra-contra-blogosfera.html" target="_blank">cantou de galo</a> sobre a blogosfera tentando semear no público uma desconfiança sobre a inteligência coletiva disseminada pela internet, ficou claro e documentado que a mídia tradicional não consegue compreender os rumos que a atualidade tem apontado na criação, gestão e disseminação da informação além do olhar preconceituoso e pueril que esses veículos lançam sobre estes rumos.</p>
<p align="justify">Nessa semana, <a href="http://www1.folha.uol.com.br/folha/educacao/ult305u323046.shtml" target="_blank">um artigo publicado no caderno de educação</a> do jornal <a href="http://www.folha.uol.com.br/" target="_blank">Folha de São Paulo</a> (em sua versão online) as <strong>12h40min</strong> do dia <strong>25/08/2007</strong> confirma o que eu percebia dando <a href="http://ayublog.wordpress.com/palestras/" target="_blank">palestras</a> em faculdades: a academia, com sua cultura tradicional e erudita é incapaz de compreender o momento da <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Tecnologia_da_informa%C3%A7%C3%A3o" target="_blank">tecnologia da informação</a> que vivemos agora e já começa a tentar defender seus meios e hábitos como um menino arredio. Nesse artigo, sobre o uso de editores de texto em computadores, <a href="http://buscatextual.cnpq.br/buscatextual/visualizacv.jsp?id=K4253493P7" target="_blank">Andréa Jotta Nolf</a>, do <strong>Núcleo de Pesquisas da Psicologia em Informática da <a href="http://www.pucsp.br/" target="_blank">PUC-SP</a></strong> é entrevistada:</p>
<blockquote>
<p align="justify">&#8220;<em>Quem faz texto no Word, por exemplo, tem tudo corrigido automaticamente.</em>&#8221; Dessa forma, diz ela, o estudante deixa de prestar atenção em regras básicas da ortografia. &#8220;<em>A solução é que as escolas peçam alguns trabalhos escritos à mão, pelo menos nas séries iniciais</em>&#8220;, afirma Andréa.</p>
</blockquote>
<p align="justify">Não. <strong>O erro é mais didático que o acerto</strong>, Andréa. Quando uma pessoa escreve uma palavra de ortografia incorreta, o computador não corrige o erro magicamente. O usuário é alertado por um grifo pontilhado e vermelho abaixo da palavra e quando se clica com o botão direito sobre ela, o editor sugere uma listas de palavras que parecem a ele mais adequadas para o contexto. Ao ser obrigado a interagir com o programa e selecionar uma palavra mais adequada, o aluno estará aprendendo qual é a ortografia correta da palavra que por impulso ou hábito fonético ele escreveu errado. E mais, algumas palavras que não eram do conhecimento do aluno podem ser exibidas nesta lista, enriquecendo o vocabulário. Essas oportunidades de aprendizagem só acontecem com um editor de texto, dificilmente ocorreriam em meios tradicionais.</p>
<p align="justify">De fato, nas séries iniciais é necessário que o letramento ocorra de forma manuscrita. Mas, assim que a criança desenvolver a coordenação motora fina suficiente para que sua expressão escrita seja inteligível a outras pessoas, ela pode ser submetida ao uso de um editor de texto ou a um computador como um todo sem qualquer tipo de prejuízo. Muito pelo contrário, as <strong>oportunidades</strong> são ampliadas quando esse tipo de prática é feita, como discuti anteriormente. Oportunidades que são facilmente percebidas quando se experimenta uma ferramenta antes de emitir um parecer sobre o uso dela a um jornal em nome de um núcleo de pesquisas de psicologia <strong>em informática</strong>.</p>
<p align="justify">Também não posso deixar de registrar meu desconforto ao ver que o uso de uma marca registrada de um produto é utilizado como sinônimo de editor de texto. É uma boa oportunidade de lembrar que o <strong>Word</strong> não é a única forma de se escrever, editar e imprimir textos em um computador. As outras alternativas são, do ponto de vista técnico, muito superiores a ele. Recomendo <a href="http://www.broffice.org/" target="_blank">conhecê-las</a>.</p>
<p align="justify">Fica aqui o sinal de alerta para a comunidade acadêmica: baixem as armas. Tentem estudar e usufruir do que a tecnologia da informação tem de melhor para ajudar o desenvolvimento do conhecimento. Se a academia continuar apegada aos seus vícios e tradições, ficará à margem das práticas sociais mediadas em ambientes virtuais e por tabela aquém do bendito &#8216;<strong>mercado de trabalho</strong>&#8216; que todo universitário quer atender.</p>
<p align="justify">
<p align="justify">por <a href="http://www.kurtkraut.net" target="_blank">Kurt Kraut </a></p>
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		<title>Metalink: downloads aos saltos</title>
		<link>http://www.kurtkraut.net/blog/2007/metalink-downloads-aos-saltos/</link>
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		<pubDate>Sun, 10 Jun 2007 20:23:54 +0000</pubDate>
		<dc:creator>KurtKraut</dc:creator>
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Enquanto a natureza não dá saltos, me parece que a internet vive dando os seus. E mais precisamente dois saltos: os de informação e de organização. Lá no início da década de 90, quando as conexões eram discadas e os sites tinham apenas umas duas imagens  e fundo cinza, a internet começou a ser [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:center;"><img src="http://farm2.static.flickr.com/1053/539280807_e2cdc01a59.jpg" alt="" width="500" height="380" /></p>
<p><a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Natura_non_facit_saltus" target="_blank">Enquanto a natureza não dá saltos</a>, me parece que a internet vive dando os seus. E mais precisamente dois saltos: os de informação e de organização. Lá no início da década de 90, quando as conexões eram discadas e os sites tinham <a href="http://web.archive.org/web/19961017235908/http://www2.yahoo.com/" target="_blank">apenas umas duas imagens  e fundo cinza</a>, a internet começou a ser povoada em um salto por informações mas com uma grande dificuldade: só era possível acessar um site se você já soubesse o endereço dele. Surgiram então os primeiros catálogos de sites, onde os seus mantenedores declaravam sua existência aos organizadores do catálogo e sites como o brasileiro <a href="http://web.archive.org/web/19961225005433/http://cade.com.br/" target="_blank">cade.com.br</a> apareceram, construindo um salto de organização.</p>
<p>Até que de catálogo em catálogo, eram tantos que era difícil escolher por qual procurar. Outro revés era a raridade de se obter informações atualizadas, já que elas dependiam de uma ação ativa do mantenedor do site catalogado. Tivemos então o salto de informações nesses catálogos e tudo tornou a ficar mais confuso. Como cada salto de informação exige posteriormente um salto de organização, o salto subseqüente foi o advento dos <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Web_crawler" target="_blank">web crawlers</a>, os tais sites de busca que sozinhos varrem a internet em busca de dados e os organizam em uma página de resultados. Advento esse que atingiu seu ápice na atualidade com a multimilionária <a href="http://www.google.com" target="_blank">Google</a>.</p>
<p align="left">É possível aplicar essa lógica de saltos para as mais diversas áreas da internet. Mas, o que gostaria de tratar aqui hoje são os saltos dos downloads. De início, eram de forma centralizada: um determinado site hospedava arquivos de acordo com a escolha de seus criadores e disponibilizava os links para download. Dentre vários saltos, destaco o surgimento das redes <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/P2P" target="_blank">P2P</a>, que permitiram que qualquer internauta também distribuísse conteúdo, não apenas os detentores de sites na internet. Mas depois da febre e o desmonte do <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Napster" target="_blank">Napster</a>, uma série de programas e redes de transferência de arquivos surgiram promovendo uma intensa fragmentação e desorganização. Numa mesma rede tínhamos várias cópias do mesmo arquivo, algumas com mais fontes para download, outras com menos&#8230; até algumas cópias falsas, com vírus e outras pragas.</p>
<p align="left">Isso pedia por um salto de organização&#8230; e esse salto veio com os <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/BitTorrent" target="_blank">torrents</a>. Agora ficou mais fácil dar validade e identificar um arquivo (ou o conjunto deles) para download. Com a troca do arquivo .torrent, que contém as informações sobre como localizar um arquivo para download, várias pessoas poderiam baixar com consciência e controle o mesmíssimo arquivo através da lógica P2P. Esse salto de organização, juntamente com a massificação da banda larga, eclodiu a troca de conteúdo multimídia na internet (muitas vezes de forma ilícita), o que rende até hoje <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Thepiratebay#Legal_threats_and_actions">lutas judiciais contra sites indexadores de torrents</a>.</p>
<p align="left">Mas os torrents já estão sofrendo um salto de informação. <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/LokiTorrent" target="_blank">São</a> <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Suprnova.org" target="_blank">inúmeros</a> <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/The_Pirate_Bay" target="_blank">os</a> <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/AnimeSuki" target="_blank">sites</a> <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Demonoid_%28BitTorrent%29" target="_blank">para</a> <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Mininova" target="_blank">buscar</a> <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/IsoHunt" target="_blank">torrents</a> <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/TorrentSpy" target="_blank">e</a> <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Empornium" target="_blank">já</a> <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/UKNova" target="_blank">fica</a> <a href="http://www.meganova.org/" target="_blank">difícil</a> dentre eles distinguir os arquivos em duplicata que nos interessam. Outro fator que vem a atrapalhar é a cada vez mais popular prática dos provedores de acesso à internet de <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Traffic_shaping" target="_blank">diminuir a velocidade</a> dos torrents, o que aparentemente já acontece no Brasil em algumas regiões atendidas pelo <strong>Virtua.</strong> <a href="http://br-linux.org/linux/traffic-shaping-p2p-banda-larga">Skavurzka</a> !</p>
<p align="left">
<p style="text-align:center;"><img src="http://farm2.static.flickr.com/1080/539087658_79f9d3a2f8_o.png" alt="" width="289" height="75" /></p>
<p align="left">Eis que os apresento um senhor salto de organização: o <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Metalink" target="_blank">metalink</a>. A lógica é bem parecida com o torrent: um arquivo bem pequeno que contém as informações sobre como baixar o(s) arquivo(s) desejado(s). Mas o prefixo &#8216;meta&#8217; já denuncia: esse arquivinho agrega informações sobre como efetuar o download de um mesmo arquivo nas mais diversas fontes: HTTP, FTP, torrent (P2P) e ed2k (P2P). Ele reune as formas centralizadas e descentralizadas de  transmissão de arquivos. É basicamente a reunião das outras formas existentes de download de arquivos numa só.</p>
<p align="left">Imaginemos o download de uma ISO do <a href="http://www.ubuntu.com" target="_blank">Ubuntu</a>. Este mesmíssimo arquivo com seus mais de 600<a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Mebibyte" target="_blank">MiB</a> está em dezenas de mirrors HTTP e FTP <a href="http://www.ubuntu.com/getubuntu/downloadmirrors" target="_blank">pelo mundo</a>, em redes do eMule/aMule e certamente em torrents. Através do metalink, você poderá receber pedacinhos desta ISO vinda de todas essas fontes, balanceando a carga entre elas e obviamente atingindo um maior teto de velocidade.</p>
<p align="left">Já existem implementações do metalink para as plataformas Windows, Linux e Mac. Com destaque para o Windows, onde essa tecnologia foi aderida nos populares &#8216;gerenciadores de download&#8217;, como o <a href="http://www.getright.com/" target="_blank">GetRight</a> e <a href="http://www.flashgot.net/" target="_blank">FlashGot</a>. Os criadores do metalink <a href="http://www.metalinker.org/implementation.html" target="_blank">solicitam</a> ajuda dos usuários que gostarem da lógica do sistema para solicitarem aos desenvolvedores do Firefox, Opera, wget, cURL e até do Ubuntu para que incorporem o metalink em seus produtos e o utilize como meio de distribuição. De acordo com site <a href="http://www.metalinker.org" target="_blank">metalinker.org</a>, destes, apenas  o wget já possui um planejamento para a compatibilidade com o metalink.</p>
<p align="left">Falando em Ubuntu, na plataforma Launchpad <a href="https://blueprints.launchpad.net/ubuntu/+spec/metalink-iso-downloads" target="_blank">já foi levantado</a> o uso do metalink pela distribuição mas ainda falta um maior apoio da comunidade pela sua implementação. O que é bem simples, já que não há a necessidade de rodar alguma aplicação server-side como os trackers dos torrents pois o metalink utiliza os trackers já existentes no mundo para sua conectividade com a rede torrent.</p>
<p align="left">Sites de downloads devem se beneficiar muito com esta tecnologia. João Pinto, desenvolvedor do site de downloads de programas para Ubuntu <a href="http://www.getdeb.net" target="_blank">getdeb.net</a> me revelou hoje que planeja, no futuro, oferecer o metalink como forma de download dos programas disponibilizados no site. Os cerca de 100<a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Gibibyte" target="_blank">GiB</a> trafegados por dia atualmente no site são dividos entre <a href="http://www.getdeb.net/mirrors.php" target="_blank">4 mirrors</a> de grupos de apoio ao Software Livre. Com o metalink, os usuários que fazem os downloads poderiam contribuir cedendo sua banda para upload, equilibrando a equação.</p>
<p align="left">Alguns sistemas operacionais livres já estão sendo distribuídos de forma oficial ou não oficial por metalinks, como <a href="http://www.linuxmint.com/" target="_blank">Linux Mint</a>, <a href="http://download.packages.ro/metalink/opensuse/" target="_blank">OpenSUSE</a>, <a href="http://www.truebsd.org/" target="_blank">TrueBSD</a>, <a href="http://www.gobolinux.org/" target="_blank">GoboLinux</a>, <a href="http://www.pcbsd.org/" target="_blank">PC-BSD</a> e a <a href="http://www.metalinker.org/news.html" target="_blank">lista segue</a>. Sugiro que atendamos ao pedido do pessoal do metalink e comecemos a divulgar em nossas comunidades o uso dessa ferramenta.</p>
<p align="left">
<p align="left">Abraços,</p>
<p align="left">
<p align="left">Kurt Kraut</p>
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